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| Na foto, Rodolfo Landim, atual presidente do Flamengo. Imagem: netfla.com.br |
Por Rodrygo Nascimento
FutebolNews
Precisando de uma resposta
para sua torcida, o Flamengo adotou uma postura mais agressiva e ousada neste
mercado. A nova diretoria investiu pesado para, apagar uma mancha negativa
herdada pela antiga gestão. Um time que na hora “H” não consegue entregar o
título ou resultado esperado. Isto foi muito ligado ao perfil da antiga
diretoria e passava, também, para o perfil dos jogadores. Assim que Eduardo
Bandeira de Melo assume em 2013 com investimento menor e orçamento mais enxuto,
dava para fazer uma projeção no futuro. A promessa era reestruturar a casa para
conquistar os títulos no futuro. Mas o rompimento, antigo presidente com o
atual, à época um dos diretores, desencadeou uma série de fatores que chegou
até o time em campo e que hoje “força” o Flamengo a adotar esta postura em
busca de uma nova/antiga identidade do clube.
Enquanto as finanças andavam
devidamente equilibradas, honrando seus compromissos, jogador de peso chegava vide
Everton Ribeiro, Diego, Juan, Rever, porém no campo, acumulava fracassos. Rodolfo
Landim tem justamente a missão de tirar o clube Rubro Negro deste marasmo e o
recolocar no devido lugar, em relação à postura em campo dos jogadores. Como fazer
isso? As primeiras atitudes já foram tomadas começando pela postura no mercado
neste inicio de ano. Vindas de Arrascaeta e Gabriel Barbosa traduzem o que esta
por vir. Jogadores extremamente decisivos para posições que são tidas como
necessárias para o Flamengo devido ao sistema tático que Abel Braga geralmente
usa 4-2-3-1. A contratação do comandante experiente, mais linha dura e com currículo
recheado de títulos mostra que mudança de perfil.
A maneira agressiva a
diretoria teve no mercado é o retrato para o ano de 2019. Investidas em Dedé e
Bruno Henrique, destaque de suas equipes, contratação de Rodrigo Caio,
principal zagueiro do São Paulo. Ao todo, o Rubro Negro carioca pagou pelo defensor
5 milhões de euros e 15 milhões de euros para Arrascaeta. Gabriel Barbosa vem
por empréstimo, mas o clube vai arcar com 100% do salário que é de R$ 1,25
milhão por mês. Sem sombra de dúvidas que se o Flamengo tem saúde financeira
para estes investimentos, é graças ao trabalho da antiga gestão. Sempre conduziu
bem o clube, lucrando com patrocínio, cotas de TV, vendas de jogadores e um
ótimo trabalho no marketing. Porém, os resultados em campo refletem que faltou
o “pulso firme necessário. O termo utilizado usado pelo jornalista Mauro César
retrata como era a postura da antiga gestão: modo banana.
Marcos Braz, Rodolfo Landim e
Wallim Vasconcelos têm a oportunidade de entrar para história do Flamengo. Tem o
apoio de boa parte da torcida, postura arrojada no mercado, capacidade de
arrecadar dinheiro e saúde financeira para montar um bom elenco forte e
competitivo, algo que já tinha, mas a antiga postura foi o grande empecilho
para conquista de título. Lembrando que o modelo da antiga gestão era composto
pela atual, antes do rompimento em 2015, ou seja, o clube continuara sempre
tendo saldos positivos e dinheiro em caixa para investir. Os altos investimentos em 2019 juntamente com
a manutenção de alguns jogadores tornam o Flamengo bem mais forte que no ano
anterior. Vale ressaltar que, as campanhas nas competições que disputou não
foram “ruins”, entretanto pelo peso do elenco, disparidade com os times do Rio
e fracassos nos momentos crucias marcaram de forma negativa. O que justamente
leva o alto investimento até o momento.

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