Mundial de clubes| Conheça os sete participantes desta edição



Foto: FIFA/Divulgação

Por Diego de Deus

Futebol News, Minas Gerais

Nesta quarta, no Catar, começa a 16º edição do Mundial de Clubes promovido pela FIFA. Torneio que neste ano, ganha uma carga de importância maior em relação aos brasileiros, já que temos o Flamengo como o representante Sul-americano graças ao título da Libertadores.

Mas afinal, quem mais está na disputa do campeonato mundial de clubes neste ano?


Al Hilal (Arábia Saudita)


Foto: Metropoles.com

Desde de 2011 o continente asiático não tinha como representante uma equipe árabe. Tabu esse que foi quebrado pelo bom time da Arábia Saudita, o Al Hilal, última equipe de Jorge Jesus antes da chegada ao Flamengo, teve uma campanha com números impressionantes na Liga dos Campeões da Ásia. Com 70% de aproveitamento na competição (9 vitórias, 3 empates e 2 derrotas em 14 jogos), a equipe azul passou por cima de qualquer um que aparecia pela frente. Eliminando rivais locais como o Al Itihadd e o Al Ahly no mata-mata, a equipe chegou na final como favorita contra o Urawa Red Diamonds do Japão.

Depois da vitória no jogo de ida na Arábia por 1x0, gol do peruano André Carrillo, o time confirmou o favoritismo na primeira partida. No Saitama Stadium, já na partida de volta, outra vitória dos árabes agora por 2x0. O grande nome saudita no momento Salem Al Dawsari e o experiente atacante francês Bafétimi Gomis, sacramentaram o título para o Al Hilal, o terceiro na história.

No elenco, vários são os nomes conhecidos. Além dos já citados, Sebastian Giovinco (ex-Juventus e Toronto FC), o meia brasileiro Carlos Eduardo (que passou pelo Fluminense entre 2013 a 2015) e um que está fresco na memória do torcedor flamenguista, Gustavo Cuéllar, que foi contratado durante a temporada de 2019.

O Al Hilal estreia no próximo sábado contra o Esperance Tunís. O vencedor desse confronto encara o Flamengo na semi-final.


Al Sadd (Catar)


Foto: Albawaba.com


O anfitrião desse edição do mundial é o Al Sadd. Equipe que tem como treinador, ninguém menos que o espanhol Xavi Hernández, que assumiu o comando técnico do time após a conquista do campeonato nacional no primeiro semestre do ano, substituindo o português Jesualdo Ferreira, que fazia excelente trabalho por lá.

Campeão nacional na temporada 2018/2019, o time conseguiu o título com três rodadas de antecedência. Em 22 jogos foram conquistados 57 pontos (90% de aproveitamento), marcados incríveis 100 gols, com um saldo de 78 positivos, números que surpreendem a qualquer um. Nessa campanha, o time ainda tinha Xavi como jogador e capitão da equipe. Mas durante sua passagem pelo clube como atleta, o espanhol já fazia cursos que o habilitavam para ser técnico de futebol, o que de certa forma pode ter influenciado a sua efetivação como treinador depois que se aposentou.

Atualmente o Al Sadd é quarto colocado no campeonato local. Com dez rodadas já disputadas, o time ainda briga pelo titulo, embora a distância para o líder Al-Duhail seja de 11 pontos. No plantel, o único nome conhecido é o do volante espanhol Gabi, que estava no Atlético de Madrid até maio desse ano. Entretanto, a base da seleção catari é justamente esta equipe, que veio ao Brasil para a disputa da Copa América no meio do ano.

O Al Sadd estreia nesta quarta em Doha contra o campeão da Oceania, o Hienghène.


Esperance Tunís (Tunísia)


Foto: FIFA/ Divulgação


Pelo segundo ano consecutivo, o Esperance Túnis é o representante africano no Mundial de Clubes. Depois de uma final extremamente polêmica contra o Wydad Casablanca do Marrocos (campeão em 2017), a decisão pelo vencedor foi parar nos tribunais.

Após a partida de ida no Marrocos terminar em 1x1, o Esperance precisava de apenas um empate na partida de volta para ser bi-campeão africano. Mesmo jogando com o resultado, o Esperance abriu o placar e dificultou ainda mais a vida dos marroquinos. A reação veio no início do segundo tempo, e com ela a confusão. O Wydad conseguiu empatar a partida com um gol legal, que foi anulado pelo árbitro por impedimento. O lance então seria revisado pelo VAR, mas incrivelmente a ferramenta havia parado de funcionar durante a partida. Inconformados com a situação, os jogadores do Wydad abandonaram o campo de jogo e o título foi dado ao Esperance. O Wydad Casablanca recorreu a justiça pela decisão, mas fracassou no seu recurso.

O maior campeão tunisiano possui como destaques o atacante Anice Badri, que disputou a Copa do Mundo de 2018, o meia argelino Benguit e o lateral esquerdo que também atua como ponta, Chetti.

A estreia da equipe acontece no sábado dia 14 contra o Al Hilal. Caso a vitória venha, os tunisianos poderão ser os adversários do Flamengo na próxima fase.


Flamengo (Brasil)


Foto: Correio24horas


Este dispensa apresentações. Talvez o melhor representante sul-americano dos últimos anos, o Flamengo chega com muita confiança na disputa desta edição do Mundial de Clubes.
Tendo um início bem desconfiado na fase de grupos da Libertadores, o mata-mata veio como um divisor de águas na temporada rubro-negra. Com a chegada de Jorge Jesus na Gávea, o Flamengo teve uma mudança assustadora dentro do cenário nacional. Mostrando um estilo de jogo que há muito não era visto no Brasil, o que não demorou para os resultados aparecerem também na Libertadores.

O primeiro e último deslize na competição continental sob comando de Jorge Jesus veio logo na primeira partida do mata-mata. A derrota no Equador para o Emelec, fez com que o time provasse já do que era capaz no início da caminhada do português na América. Nos pênaltis a classificação veio em um Maracanã abarrotado, e a partir daí o Flamengo não tomou conhecimento de seus adversários nas próximas fases. Passou sem muitos problemas pelo Internacional e amassou o Grêmio na semi-final, chegando a uma final que não vinha desde 1981.

Vários elementos se fundiram na decisão em Lima no Peru contra o River Plate; primeira final única na história da Libertadores; mudança de sede repentinamente; e a coincidência da final ser na mesma data vencida pelos brasileiros há 38 anos.

Saindo atrás no placar na grande decisão, o Flamengo não deixou de acreditar um só instante no título, todavia isso era negado pela ótima partida defensiva dos argentinos durante todo o jogo. Até que aos 44 minutos da segunda etapa, Gabigol empatou o confronto e em seguida virou o marcador dando o título ao mengão.

Apontar um craque nesse time é tarefa difícil pela qualidade desse elenco, no entanto não podemos deixar de citar nomes específicos como Gabigol, Bruno Henrique e De Arrascaeta, cujo trio foi implacável nessa temporada.

O Flamengo espera o vencedor da partida entre Al Hilal e Esperance Tunís, para saber quem será seu adversário na terça-feira pelas semi-finais.


Hienghène Sport (Nova Caledônia)


Foto: FIFA/Divulgação


A recente equipe semi-profissional de Nova Caledônia surpreendeu a todos e conquistou a OFC. Na campanha, proezas foram conseguidas até chegar a final. Uma delas, foi eliminar o Team Wellington de Nova Zelândia, que recentemente venceu a competição.

Em uma final caseira, o adversário foi o Magenta que também conseguiu uma façanha. Desbancando o recordista de participações no Mundial de Clubes e de títulos continentais, Auckland City (Nova Zelândia) com nove em ambas, o Magenta era o favorito na decisão.

Em um jogo sem emoções, o gol que deu o título ao Hienghène não poderia ser melhor do que foi.
Aos dez minutos do segundo tempo, o atacante Antoine Roine que tinha entrando no intervalo, viu o goleirão adiantado e não pensou duas vezes. De antes do meio campo ele arriscou e foi feliz, fazendo um gol digno de Púskas que acima de tudo foi o suficiente para dar o título ao modesto time neo-caledônio.

Apesar de semi-profissional, o Hienghène possui jogadores que se destacam no elenco. O próprio Antoine Roine é um deles. Outra peça constante no time titular, é o jovem atacante Antony Kai de 23 anos, que além de dar amplitude pela beirada do campo, também chega na área para concluir jogadas de ataque.

Com sua estreia marcada para esta quarta-feira, o Hienghène joga contra a equipe da casa o Al Sadd, o vencedor desse confronto pega o Monterrey do México nas quartas de finais.



Monterrey (México)



Foto: Ogol.pt


Mais uma vez o representante da CONCAFAC vem do México. Dessa vez, o Monterrey foi o campeão de seu continente e ganha a chance de participar do Mundial de Clubes.
A equipe da segunda maior cidade mexicana, tenta quebrar o mau histórico que seus compatriotas obtiveram em participações anteriores.

Atual campeão nacional, o Monterrey teve como adversário na final da Liga dos Campeões da CONCAFAC o Tigres, também do México. Em um clássico regional, a disputa pelo título foi acirradíssima nos dois jogos. O primeiro aconteceu na casa do Tigres, terminando com a vitória de 1x0 para o Moterrey, com gol do zagueiro artilheiro Nicolás Sanchez no fim do primeiro tempo.

Na finalíssima, quase 54 mil pessoas recepcionaram os times no estádio BBVA Bancomer. Puderam ainda ver no primeiro tempo, o zagueiro Nicolás Sanchez abrir o placar mais uma vez para o Monterrey, agora de pênalti. Com um jogo bem truncado por boa parte dos noventa minutos, as chances reais de gols foram escassas; apenas seis para os dois lados. Mesmo o Tigres precisando do resultado, os lances que ameaçaram o título do Monterrey foram quase imperceptíveis. Na parte final da partida, o experiente atacante francês Gignac ainda deixou o dele, mas não foi o suficiente para impedir que o Monterrey se sagrasse mais uma vez campeão da CONCAFAC.

No elenco do time mexicano, nomes conhecidos se destacam. Um dos artilheiros da equipe no ano com 10 gols, é holandês Vicent Janssen ex-Tottenham e Fenerbahçe. No gol contam com a experiência do argentino Barovero ex-River Plate. No ataque ainda Urretaviscaya vice campeão mundial sub-23 em 2013 pelo Uruguai ao lado de De Arrascaeta. Pabón ex-São Paulo, Miguel Layún que por muito tempo defendeu a seleção mexicana são nomes também que muitos vão se lembrar. Com 11 gols, o artilheiro do time é Rogelio Funes Mori. O zagueiro Sanchez que marcou nas duas partidas da final, é o terceiro goleador da equipe com 8 gols em 2019.

O Monterrey faz a sua primeira partida no sábado. Ele enfrentará o Al Sadd ou o Hienghène que abrem a edição deste ano.


Liverpool (Inglaterra)



Foto: Divulgação/Liverpool


Após o vice campeonato europeu em 2018/2019, o Liverpool voltou a ser campeão da UEFA Champions League, quando bateu o Tottenham em Madrid por 2x0.

Em um grupo bastante equilibrado na primeira fase, com PSG, Napoli e o Crvena Zvezda da Sérvia, os comandados de Klopp suaram para conseguir a classificação para o mata-mata da Champions. Vencendo o PSG na partida de estreia com direito a virada no final, foi um dos indícios que mostravam o quão difícil seria para o Liverpool continuar na competição até as fases mais decisivas. O desfecho só veio ao apagar das luzes na última rodada em Anfield, quando a vitória por 1x0 sobre o Napoli foi determinante para a classificação do time. Ainda sem falar do milagre que Alisson fez no último lance da partida cara a cara com o atacante polonês Azkardiusz Milik, já que o empate eliminaria os reds.

O mata-mata chegou, e com ele algumas pedreiras pela frente. A primeira logo de cara foi o Bayern de Munique que ficou pelo caminho. Nas quartas, classificação tranquila frente ao Porto, mas na semi-final, algo mágico aconteceu. Após derrota por 3x0 para o Barcelona na Espanha, o Liverpool precisava de pelo quatro gols para conseguir a classificação direta à final, ou ao menos três para forçar a prorrogação, mas acima de tudo, sofrer um gol era inimaginável. Após 90 minutos, o time de Klopp saiu com a vitória por 4x0 e a passagem para Madrid carimbada. 

Na final, o adversário foi o Tottenham que também havia conseguido sua classificação no sufoco contra o Ajax. Logo aos cinco minutos, Salah abriu o placar de pênalti. Já na etapa final, o Tottenham pressionou muito pelo gol de empate, momentos em que Alisson foi exigido em diversas vezes. Por fim, Divock Origi teve a honra de dar o ato final daquela Champions marcando os 2x0 que deu o sexto título europeu a equipe inglesa.

Destaques nessa equipe são o que não faltam. O trio de ataque com Salah, Mané e Firmino jogam o fino da bola há pelo menos duas temporadas e meia. Lá atrás, o melhor jogador europeu da última temporada, o zagueiro holandês Virgil Van Dijk. No gol, Alisson, goleiro da seleção brasileira. Pelas laterais, o jogo ofensivo de Alexander-Arnold pela direita e de Robertson pela esquerda. No meio campo, a experiencia de Jordan Henderson como capitão da equipe. Enfim, um timaço.

Fabinho, titular no meio campo, está fora da competição por conta de uma lesão no tornozelo, assim como o zagueiro Joel Matip que também está contundido.

O Liverpool estreia na próxima quarta-feira, podendo encarar o Monterrey, Al Sadd ou mesmo o Hienghène, basta sabermos os resultados que acontecerão. Uma curiosidade é que a equipe inglesa também tem uma partida marcada na terça-feira pela Copa da Liga Inglesa, mas Klopp já declarou que os jogadores que disputarão esse jogo será o time sub-23, sendo possível a utilização de algum reserva do time principal.

E pra você, quem leva o Mundial esse ano?

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