Foto: Divulgação/Conmebol
Por: Guilherme de Carvalho Alves
FutebolNews, Minas Gerais
Finalmente chegou o mais esperado final de semana da Libertadores, na qual o mundo do futebol irá separar os meninos dos homens. Chegamos ao momento que todo torcedor do Flamengo esperou ansiosamente por 38 anos; ao momento em que o torcedor do River, por mais acostumado que esteja com finais de grandes competições, come as unhas e se apega em todas as superstições possíveis e impossíveis. Chegamos à grande final da Libertadores da América!
De um lado, os argentinos buscam se apegar na experiência, na camisa e no trabalho a longo prazo de Marcelo Gallardo, que comanda este time do River já há 5 anos e meio e segue escrevendo sua maravilhosa história repleta de títulos. Do outro, os brasileiros colocam para fora um sentimento entalado no coração e na alma há 38 anos, buscando se apegar na capacidade que J. Jesus teve de transformar este time da água para o vinho.
As diversas emoções e sentimentos são indescritíveis de ambos os lados, mas quem chega mais preparado para soltar o grito de campeão da competição mais importante do continente?
Foto: Reprodução / Twitter @Libertadores
Desde a chegada de Jorge Jesus ao comando Rubro-Negro, a mudança de postura por parte da equipe, tanto tática quanto técnica, foi assustadora. Tentando sempre manter a posse de bola durante o jogo todo, aliado com o alto poderio técnico e ofensivo, o Flamengo é um verdadeiro bicho papão para qualquer time no futebol brasileiro, o que justifica os aproximados 80% de aproveitamento que o time tem no campeonato nacional após a chegada do técnico português.
No entanto, contra o adversário deste fim de semana o buraco é mais embaixo. Além da ampla vantagem dos argentinos quando enfrentam equipes brasileiras em finais de Libertadores (9 x 5), o River possui ainda outro fator em seu favor: A experiência.
Contando com essa edição, o River chegou em 3 finais das últimas cinco disputadas, tendo vencido todas que disputou (sem contar a desse fim de semana, obviamente) e, inclusive, deixando clubes brasileiros pelo caminho. De fato, nossos vizinhos sabem jogar as competições continentais de uma maneira que provavelmente nunca saberemos; seja pela catimba durante boa parte do jogo ou pela raça descomunal enquanto a bola rola. Por outro lado, se tem algo que a equipe flamenguista pode explorar é justamente sua melhor arma: A qualidade técnica e velocidade.
Obviamente não será fácil, afinal, a equipe argentina também é extremamente talentosa e técnica, tanto que oito dos seus últimos quinze gols foram marcados por triangulações e trocas de passes pelo meio; jogada característica do time de Gallardo. Entretanto, caso consiga anular esta jogada, o flamengo tem um enorme corredor pelas laterais para explorar a velocidade de Bruno Henrique, Arrascaeta e Everton Ribeiro, já que a formação do River (4-2-3-1) se desmonta durante as jogadas centrais à fim de povoar mais o meio campo e encurralar o adversário.
Por outro lado, a dupla de zaga do Flamengo é lenta quando é necessário marcar jogadores no mano a mano, e por isso a estratégia quase sempre usada por Jorge Jesus é a marcação por zona, o que pode ser uma tragédia nesta partida, já que esta marcação facilita as infiltrações de Rafael Borré e Matías Suárez, atacantes de alta velocidade da equipe argentina, que tem por trás de tudo, a cabeça pensante de Enzo Perez.
Enfim, o fato é que, pela primeira vez o Flamengo terá pela frente um adversário que pode fazer frente a seu poderio ofensivo, e além disso, são inúmeros os fatores que fazem esse jogo parar o mundo da bola. Tanto os brasileiros quanto os argentinos demonstraram inúmeros qualidades e algumas fragilidades durante a competição, o que poderá (e deverá) ser explorado pela equipe adversária da melhor maneira possível. Ou seja, é simplesmente imperdível!
Palpite final: Flamengo 2 x 1 River Plate


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