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Não
é novidade a ninguém o quão fraco é o futebol brasileiro olhando para um todo.
Porém, nada é feito nessa perspectiva
para que algo possa ser mudado, pelo o contrário, a cada ano os times optam por
um estilo muito sistemático e pobre no ponto de vista do desempenho coletivo e
eficaz. O resultado de tudo é colocado como a verdade absoluta e define o que
são os times e quem são os treinadores.
Os
responsáveis por tamanha decadência do futebol brasileiro são os corpos
administrativos dos clubes, que por sua vez, trabalham com um prazo de validade
sobre atletas e principalmente treinadores. Essa ¨validade¨ serve como um
bloqueio para que um futebol bem jogado seja implantado no país e acaba por
induzir comissões técnicas a sobreviverem por resultados. Bastam cinco jogos
fora da expectativa que o comandante técnico fique desempregado, as vezes por
justa causa ou apenas mais uma decisão precipitada. Todavia, não podemos
atribuir o momento do futebol brasileiro apenas aos dirigentes, mas também a
esses treinadores covardes que compram essa ideia de resultado e passam a viver
dela, claro, não deixando de lado os péssimos jogadores que por aqui atuam,
cujo salários não justificam em nada o que são ofertados por esses mesmo
atletas.
A
questão do medo do ¨tentar algo diferente¨ está alocado evidentemente na
seleção brasileira, em que o senhor Adenor prefere buscar resultado em meros
amistosos ao invés de testar potenciais jogadores para o futuro. A prova disso
é recente, quatro jogos sem vitórias e acima de tudo um futebol fraquíssimo
apresentado pela pentacampeã mundial, no qual venceu a Copa América com um
futebol conservador e monótono, pois Tite sabia que seu trabalho se basearia no
resultado final da competição. Contudo, mesmo sendo campeão, as pessoas não
olharam para o desempenho ao longo dos meses de junho e julho, sabendo que o
Brasil não fez uma única boa partida, tendo que ir para o desespero na maioria
dos jogos contra seleções inexpressíveis, sendo que o Brasil era favorito e
obrigado a mostrar um futebol de excelência.
A
verdade é que ninguém aqui quer um futebol bonito, e sim um que traga títulos.
No entanto, não é muito válido esse ponto, uma vez que títulos estão
diretamente ligado a um bom desempenho coletivo. Um time que vive de resultados
(como 17 dos 20 times da série A), possui dois pilares; sorte ou eficiência e
em nenhum dos dois casos alguém consegue mantê-los por muito tempo. Exemplo
disso são os últimos campeões brasileiros, que se fechavam atrás e precisavam
de poucas chances para fazer seus gols, tais como o Palmeiras de 2016/2018 e o
Corinthians de 2017.
Para
termos de volta um futebol de nível mediano, precisamos de muito. Primeiramente
de profissionais dispostos a mudar esse cenário e implantar novas ideias;
pessoas dispostas a dar confiança e reforços para que essas ideias gerem frutos. Por último pessoas dispostas a reformular
esse esporte praticado no Brasil, que possui semelhanças com um que é
chamado de futebol em outros lugares do mundo. Não é trocando de treinador a
cada semestre, ou de elenco a cada temporada que isso irá acontecer.

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