Por: André Neves
Foto: Reprodução
Arranque, finalização, visão de jogo e uma mudança de direção que poucos na história do futebol tiveram. São Paulo, Milan, Real Madrid e Orlando City. Lesões e frustração ao fim da carreira. Esse é Kaká, um dos jogadores mais importantes do futebol brasileiro e que figura no hall da fama do clube Rossoneri.
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Arranque, finalização, visão de jogo e uma mudança de direção que poucos na história do futebol tiveram. São Paulo, Milan, Real Madrid e Orlando City. Lesões e frustração ao fim da carreira. Esse é Kaká, um dos jogadores mais importantes do futebol brasileiro e que figura no hall da fama do clube Rossoneri.
Nascido em 22 de abril de 1982, no Distrito Federal, e com uma família de classe média, Ricardo Izecson dos Santos começou a se destacar desde de muito novo. Em sua infância, jogando na sua escola, seu professor de educação física observou um talento diferenciado no craque, assim, aconselhou sua mãe a o colocar em uma escolinha de futsal. Seguindo o conselho, Simone o colocou e assim, seu futebol foi desenvolvendo, até que aos 13 anos o menino chega às categorias de base do São Paulo.
Em 2000, Kaká foi chamado para integrar o time principal, porém, pouco antes de ir, sofreu um acidente na piscina, de início não parecia nada preocupante, levou quatro pontos na cabeça, mas a vida continuou. Logo após, chegou a voltar a treinar, mas sentia muita dor em sua coluna. Na verdade, foi descoberto que a lesão tinha sido mais grave, fraturou parte da 6ª vértebra da coluna e correu o risco de ficar paraplégico.
Seu primeiro jogo não poderia ser diferente, muito diferenciado e com estrela, o jovem jogador não era nem para estar relacionado, era reserva de Alysson no time juniores, mas como a equipe tinha um jogo importante da Copa São Paulo de Futebol Júnior, os dirigentes não queriam desfalcar o elenco titular, levaram então o substituto. Diante desta chance, Kaká agarrou a oportunidade e não largou mais.
Inicio de carreira
Sua estreia foi uma surpresa, em um jogo improvável e em uma situação complicada. Final do Torneio Rio-SP, entre São Paulo x Botafogo e o tricolor saindo atrás por 1 a 0, foi então que o técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão (ex treinador da seleção brasileira feminina) o colocou em campo, substituindo o volante Fabiano. O desconhecido entra e coloca fogo no jogo. 2 gols em menos de 5 minutos. Desse modo, ajudando o clube paulista a levantar a taça da competição e se tornando o xodó da torcida.
A sua primeira passagem pelo São Paulo rendeu visibilidade nacional e internacional, sua boa fase no ano de 2002 fez o ter a convocação para a copa de mundo, lugar que se sagrou campeão, e o status de melhor meia e melhor jogador do Campeonato Brasileiro daquele ano. Mas mesmo com suas atuações, o soberano, atravessava um período conturbado com sua torcida, após a eliminação para o Goiás na Copa do Brasil o jogador anunciou sua possível saída do clube debaixo de vaias e gritos de pipoqueiro.
Mesmo com o seu clube em crise, o jogador que vivia uma fase goleadora terminou a temporada com 22 gols em 36 partidas. Ao todo, em sua primeira passagem, fez 83 jogos, balançou as redes 47 vezes e conquistou 1 título.
Milan
Em 2003, Kaká saiu das terras tupiniquins e foi se aventurar na Europa. O jogador se encaixou muito rápido no time e em sua primeira temporada foi campeão italiano e o 10º melhor do mundo. No ano seguinte bateu na trave duas vezes, vice italiano e vice da Liga do Campeões - aquele jogo histórico 3 a 3 contra o Liverpool. Na temporada 2006/07 o brasileiro teve sua redenção. Essa foi a temporada mais vitoriosa de sua carreira e aos 25 anos foram campeões da europa se sagrado artilheiro da competição e o melhor jogador. Além desse feito, o craque foi o melhor jogador do mundo, superando Messi e Cristiano Ronaldo.
No rubro negro foi onde teve sua melhor fase, marcou seu nome entre os melhores da história do clube de Milão e formou poderosas equipes como o esquadrão de 2002 a 2005 que tinha com ele, Shevchenko, Maldini, Pirlo e entre outros. O meia atacante, em sua passagem, registrou 307 partidas, 56 assistências e 104 gols, levando 5 títulos para a sala de troféus do clube.
Real Madrid
Com seu nome em alta, os merengues, querendo reformular um novo galáticos o contrataram colocando toda a carga de ser um dos principais nomes da equipe ao lado de Cristiano Ronaldo. Em sua primeira temporada, Kaká, que sofreu com lesões a fechou com apenas 9 assistências e 9 gols. Depois da copa do mundo, o jogador voltou a sofrer no departamento médico e ficou sete meses parado. Lesão essa que afetou todo o restante da carreira do jogador que até então tinha 29 anos.
Não conseguindo se firmar, a temporada 2012/13 foi a de despedida. Lá, ele jogou 120 partidas, deu 39 assistências e 29 gols. A passagem de Kaká é considerada uma grande frustração da nova fase do Real, se esperava muito dele, porém, a falta de sequência o prejudicou.
Final de carreira
Aos 32 anos, o seu corpo já não conseguia aguentar o ritmo do futebol europeu, voltou ao Milan, mas teve passagem discreta, retornou ao São Paulo e não foi aquilo que todos esperavam, o tempo mostrava ser cruel com ele que acabou indo jogar na MLS, pelo Orlando City, encerrou sua carreira. Em sua segunda passagem pela a Itália fez 8 gols e 9 assistências e no São Paulo, com um modesto retorno, fez 24 partidas ajudando sua equipe em 7 participações em gols.
Seleção Brasileira
Um homem referência de um ciclo vitorioso, mas que poderia ser mais. Como já comentado, Kaká, foi convocado para a copa de 2002, se sagrando campeão. “Copou” também duas Copas das Confederações, 2005, em uma final histórica contra a Argentina e em 2009. Além de 2002, Ricardo Kaká disputou a de 2006 e a de 2010. Pela amarelinha foram 93 partidas, 29 gols e 3 títulos.
Principais Títulos
Torneio Rio-São Paulo: 2001
Campeonato Italiano: 2003/04
Supercoppa Italiana: 2004
Liga dos Campeões: 2006/07
UEFA Super Cup: 2003 e 2007
Mundial de Clubes da FIFA: 2007
Copa do Rei: 2010/11
Campeonato Espanhol: 2011/12
Super Copa Espanhola: 2012
Seleção Brasileira
Copa do Mundo: 2002
Copa das Confederações: 2005 e 2009
Prêmios individuais
Melhor Jogador do Mundo pela FIFA: 2007
Bola de Ouro: 2007
Onze d'Or: 2007
Melhor Jogador do Mundo pela FIFPro: 2007
Melhor Jogador do Mundo pela World Soccer: 2007
FIFPro World XI: 2006, 2007, 2008
Bola de Prata da Revista Placar: 2002
Bola de Ouro da Revista Placar: 2002
Seleção da Copa Ouro da CONCAFAF: 2003
Melhor Jogador Estrangeiro: 2004, 2006, 2007
Melhor Jogador: 2004, 2007
Melhor Meia pela UEFA: 2005
Melhor Atacante pela UEFA: 2007
Jogador do ano pela UEFA: 2007
Seleção da UEFA: 2006, 2007
Melhor Jogador da Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 2007
Esportista Latino do ano pela IAAF: 2007
Seleção da FIFA: 2008
Melhor Jogador da Copa das Confederações: 2009




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