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Em todos os cantos do mundo as mulheres lutam
pela igualdade de gênero. No futebol não é diferente, é uma luta diária para o
reconhecimento em um meio tão complicado, machista e preconceituoso que afirma
que lugar de mulher é dentro de casa.
Um bom exemplo dessa luta aconteceu recentemente
com um dos maiores ícones do futebol feminino. A jogadora Marta, eleita seis
vezes a melhor do mundo, decidiu na Copa do Mundo na França recusar propostas
de inúmeras empresas de material esportivo e fornecedoras de chuteiras, pois
não queriam pagar o equivalente ao que um jogador top de linha, do sexo
masculino, ganha com o mesmo tipo de patrocínio.
A rainha então escolheu jogar com uma
chuteira toda preta com duas faixas, azul e rosa, para justamente pedir a
igualdade e reconhecimento dessas guerreiras.
Ao comparar os dois principais nomes do
futebol brasileiro masculino e feminino, temos os seguintes números:
Marta
Salário anual: R$ 1,9 milhões
Gols na seleção: 103
Bônus por gol: R$ 18 mil
Gols na seleção: 103
Bônus por gol: R$ 18 mil
Neymar
Salário anual: R$ 137 milhões
Gols na seleção: 55
Bônus por gol: R$ 2,7 milhões
Com essa simples comparação pode-se ver a
disparidade entre os gêneros. Há de se lembrar também que Marta nesta edição da
Copa do Mundo na França alcançou a incrível marca de ser a futebolista com mais
gols na história do torneio, ultrapassando o alemão Miroslav Klose com o total
de 17 gols. Ninguém melhor do que ela para liderar essa luta do futebol
feminino.
Comparando com o passado, as mulheres já
estão ganhando um bom espaço no futebol. Na América Latina, por exemplo, times
que participam da Libertadores são obrigados a ter um elenco feminino, em caso
contrário não podem disputar a competição. Isso faz com que times grandes abram
as portas para as meninas trabalharem e mostrarem todo seu talento, além de
contribuir ainda mais para suas respectivas seleções.
É mais do que necessário que essa luta nunca
acabe e não só por parte das mulheres, mas também pelos jogadores e torcedores
homens, que apoiem e assistam ainda mais essas batalhadoras para que um dia ,quem
saiba, esse sonho de igualdade se torne realidade e elas sejam devidamente
valorizadas.

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