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| Os Campeonatos Estaduais são contestados, porém, nunca melhorados. Imagem: Rede Globo logopedia |
Por Rodrygo Nascimento
FutebolNews
A principal fonte de renda das federações, os Estaduais, passam por problemas gravíssimos temporada após temporada. Durante anos, sempre tiveram os maiores apelos de público, até pela falta de outras competições em nível nacional. O Campeonato Estadual tem sua história e está guardado em seu devido lugar, porém, o questionamento é sua estrutura, o quanto afeta o calendário e o planejamento das equipes. As federações, que por si só, vão ajudando a dar continuidade ao fracasso que tem se tornado um dos torneios mais antigos e tradicionais do Brasil.
Com toda certeza, o Paulistão é o torneio mais equilibrado se comparado com os outros do eixo Minas, Rio e Rio Grande do Sul. É o que tem a maior quantidade de equipes, além dos 4 maiores, outras times de menor expressão que acabam incomodando bastante. A dupla de Campinas também entra nessa, Guarani e Ponte Preta. Mas a fórmula de disputa é bastante questionável e desfavorece boa parte das equipes pequenas, que tentam, nos jogos contra os quatro maiores arrecadar o máximo de lucro da bilheteria. Isso não é uma exclusividade de São Paulo. No Rio acontece a mesma coisa, uma fórmula de disputa extremamente confusa, com critérios questionáveis e fazem a disparidade das equipes aumentar. No estado de Minas Gerais e Rio Grande do Sul a discrepância é ainda mais abissal. Os estados possuem apenas dois times grandes. Grêmio e Internacional, Cruzeiro e Atlético-MG respectivamente. Os times pequenos perdem ainda mais espaços, com menos chances de vitória tanto do campeonato quanto contra os times grandes. Salva-se exceções em alguns anos que surgiram milagres quando o "menor vence o maior". Com frequência maior é em São Paulo, entretanto não justifica a fórmula esdruxula com que se é competida.
Além de tomar boa parte do calendário, o Campeonato Estadual diminui ainda mais os dias da pré temporada. A nível de comparação, em alguns países da Europa chegam a ter 100 dias de pré temporada, tempo hábil para conseguir fazer os exames, amistosos e montagem do elenco. No Brasil tempo máximo é de 45 dias, menos da metade. Está mais do que notório que a mudança precisa ser feita e o mais rápido possível. Arquibancadas vazias para jogos sem qualquer tipo de apelo também faz com que aumente o grande fracasso que é o Estadual no formato atual. Média de público extremamente baixa, sejam em clássicos ou jogos da fase inicial. Campos em nível deplorável, equipes totalmente desinteressadas, horários fora do padrão afastam o torcedor que pretende ver o seu time em campo. O papel das federações seria para justamente fazer com que esses fatos não acontecessem, entretanto é o contrário que vem acontecendo, desde o fim da década de 90. Quando o futebol começou a dar os primeiros indícios de que precisava de uma mudança urgente.
Qual seria a saída para o enterro eminente dos Campeonatos Estaduais? Uma das possibilidades seria a extensão deles. Levando em conta que não existe mais divisões abaixo da Série D, muitas equipes de diversos estados ficam com o calendário vazio e sem nenhuma partida durante o restante do ano após o fim do campeonato. Juntando todos os times de seu respectivo estado, seja ele amador ou profissional. Fazendo um mata mata com inicio em Maio, com fase final em Março quando os times grandes de cada estadual pudesse entrar. Com isso, faria com que os times grandes tivessem mais tempo na pré temporada e os times, que não tivessem divisão, conseguissem passar o ano disputando partidas e não iriam ficar parados. Como é feito na Inglaterra com a Copa da Inglaterra, que dura uma temporada inteira e ao longo da competição as outras equipes de divisões maiores vão entrando na de forma gradativa. A padronização do gramados é um patamar mais elevado, porém, é algo necessário para a melhoria do espetáculo. Ingressos de acordo com o apelo da partida, a preço popular para atrair mais torcedores. Rodadas duplas é uma saída para fazer com que o torcedor tenha um proximidade maior sua equipe de coração e conheça os garotos da base.
Melhoria para a estrutura dos Campeonatos Estaduais existe, depende do nível de interesse de quem o organiza e de quanto seja rentável para as partes interessadas. O fim do campeonato não faz com que o problema acaba, só extingue o mais tradicional torneio do país, que fez com que as grandes marcas fossem reconhecidas e rivalidades fossem construídas. Por isso, não ao fim do Estadual e sim pela sua reformulação.

3 Comentários
Problema dos estaduais sempre será os outros campeonatos que apesar do pouco dinheiro da uma visibilidade maior
ResponderExcluirQue orgulho!!!
ResponderExcluirMas é aquilo né, o nível de visibilidade vem com maior investimento!!! Obrigado pelo comentário
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