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| Palacios e Tevez no Superclassico desse ano. Créditos da imagem: Olé.com.ar |
Por: Rodrygo Nascimento
FutebolNews
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Está prestes acontecer uma das maiores, se não a maior final da história da Taça Libertadores da América. Boca Juniors e River Plate tem os ingredientes perfeitos para uma final épica. A maior rivalidade das Américas chegou á decisão depois de altos e baixos dentro da competição e sendo fatais no mata a mata. Com semifinais heróicas, ambos os jogos foram conturbados e tendo nível de tensão altíssimo, a dupla argentina sagrou-se vitoriosa em confronto contra as equipes brasileiras que, hoje, apresentam ideologias de jogo diferente, mas que tem sido eficaz, entretanto não foi o suficiente para eliminar os gigantes hermanos.
Grêmio e River abriram as semis nesta Libertadores. Depois de um primeiro jogo praticamente perfeito no Monumental de Núñez, o tricolor, conseguiu impor seu ritmo, criar mais oportunidades e ser eficaz nas oportunidades que criou. Desfalcado de Luan e Ewerton, foi obrigado a forçar duas mudanças que foram as entrada de Michel e Alisson, que no primeiro jogo foram fundamentais nas ocupações de espaços, compactações e coberturas. O gol dos gremistas inclusive foi do volante, que voltava atuar duas partidas consecutivas depois da grave contusão. A vantagem por 1x0 dava uma ligeira vantagem para a partida de volta. No jogo da Arena do Grêmio, os donos da casa saem na frente aos 36 minutos com o gol de Leonardo e encaminha a classificação, porém, os milionários faziam uma partida melhor que o jogo de ida e estava bem melhor que o tricolor. Aos 37 minutos do segundo tempo empataram o jogo com Borré e nos acréscimos, após pênalti polêmico marcado pelo VAR por Bressan, viraram o jogo, Gonzalo Martinez foi o autor do gol que culminou à eliminação dos brasileiros. Com mais finalizações, posse de bole e troca de passes, o River, recuperou-se da partida ruim em casa, conseguiu impor seu ritmo, acertou a marcação e se aproveitou dos desfalques gremistas que tiveram Ewerton no segundo tempo, mas não contaram com Kaneman por suspensão do terceiro amarelo e Luan por contusão. Os dados da partida deixam isso muito mais claro, a média de posse de bola do Grêmio na competição é de 57,51% e na partida foi apenas de 39,48%, enquanto o River Plate tem 50,73% e na partida foi de 60,52%. Inclusive no momento que fez o gol, o tricolor era inferior ao adversário e tinha menos posse de bola, o time brasileiro mudou seu estilo de jogo por conta desfalques, características dos jogadores que substituiram e também a dificuldade imposta pela marcação alta do time argentino que procurou pressionar a saída de bola. A chance perdida por Ewerton acabou deixando a oportunidade de matar o jogo e encaminhar a vaga para a final. O que chama a atenção também são os números de finalizações e de passes certos trocados, uma distancia considerável entre as duas equipes, foram 11 dos brasileiros contra 18 do adversário, 134 passes certos trocados contra 371 respectivamente. Os goleiros também mostram a superioridade com 6 defesas de Grohe contra 2 defesas de Armani.
Já à outra semi, Boca e Palmeiras fizeram um jogo bem mais truncado que ficou encaminhado após vitória em La Bomboneira por 2x0. A equipe brasileira em nenhuma das partidas conseguiu jogar o mesmo futebol que apresentou durante a competição e vem mostrando no campeonato brasileiro. Repleto de jogadores experientes e extremamente qualificados, os xeneizes vieram ao Allianz com a vantagem e não se intimidaram com a pressão da torcida dos donos da casa. Deixaram a bola para o Palmeiras para conseguir os contra ataques e conseguiram. Sem apresentar um grande repertório a equipe de Luiz Felipe Scolari abusou das bolas longas que parou em um sistema defensivo sólido do Boca Juniors. Quando saiu na frente o VAR acusou o impedimento de Bruno Henrique, no lance seguinte a bobeada da zaga palmeirense e gol de Ábila. Com mais intensidade, tentou voltar para o segundo tempo mais agressivo, mas não tinha um repertório diferente para quebrar a marcação da equipe Argentina. Conseguiram a virada com duas jogadas de bola parada, gols dos zagueiros Luan e Gustavo Gomes, porém, aos 30 minutos Benedetto empatou a partida novamente. Sem forças para reagir à equipe brasileira não conseguiu criar chances claras de gol e ainda tomou sustos nos contra ataques. No geral, os xeneizes levaram mais perigo, dos 12 chutes, 4 foram no gol, 1 foi na trave, o Palmeiras teve a mesma quantidade de arremates certos, mas com número maior de finalizações 18 no total. Criou o mesmo número de chances claras 3 e o goleiro fez a mesma quantidade de defesas 2. A quantidade de bolas longas mostra quão foi inoperante em trocas de passes foram os donos da casa com 62 passes longos e 36 certos. Na proporção de chances criadas, o Boca conseguiu equilibrar as ações, mesmo com peças ofensivas no banco o Palmeiras pouco criou. Frouxo na marcação do meio teve um Felipe Melo sobrecarregado e um Lucas Lima disperso da partida. Com tantos erros e escolhas erradas na partida de ida quanto à volta era inevitável a eliminação da equipe brasileira.
Sem sombra de dúvidas esta será uma das maiores finais da história da competição. Boca Juniors e River Plate ao longo da sua história só disputou apenas uma final, que foi a Supercopa da Argentina desse ano vencida pelo River. Em campo estará 9 libertadores, 6 dos xeneizes e 3 dos milionários. São 2 Copas Sul Americanas, 3 Mundiais, 4 Recopas e 26 Campeonatos Argentinos para o Boca Juniors.1 Copa Sul Americana, 1 Mundial, 2 Recopas e 34 Campeonatos Argentinos. Em confronto direto o Boca leva vantagem com 35 vitórias, River tem 26 e 32 empates entre as duas equipes. Decidiram apenas um título em mata-mata na história e este ano já será o segundo e com certeza que será o maior ‘Superclássico’ da história.

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