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| O Vasco luta para evitar o quarto rebaixamento em 10 anos. Crédito da imagem: Torcedores.com |
Por: Rodrygo Nascimento
FutebolNews
Mais um Campeonato Brasileiro chegando ao
final e a briga pelo rebaixamento se torna mais acirrada que a briga pelo
título. Na décima sexta edição, com o atual formato em pontos corridos, sempre
se notabilizou por quedas de times grandes ou escapadas heróicas das equipes
que já eram dadas como rebaixadas. Os motivos pelo qual chega à situação de
queda ou quase queda são sempre os mesmos: má administração, troca contínua no
comando, elenco fraco e inchado. Ainda que saibam a fórmula para não passar por
isso, continuam trabalhando na contra mão para o melhor do clube e isso reflete
diretamente na tabela do Brasileirão.
O retrato atual mostra o quão tem sido
acirrada nesta temporada. A quantidade de equipes que brigam contra o descenso
e com pouca diferença de pontos não é novidade, ano após ano tem sido
corriqueira a igualdade pelo nível baixíssimo apresentado na parte debaixo da
tabela. Hoje desde o Fluminense, décimo segundo, até o Vitória, décimo nono,
todos estão envolvidos e lutam pelo mesmo objetivo. A diferença atual de
pontos, até o momento, é de 6 pontos. Na briga pelo título, geralmente restrita
a 3 equipes, no máximo 4. Ontem com a derrota do Internacional, e a vitória do
Palmeiras, a disputa ficou entre os dois maiores orçamentos do país Palmeiras e
Flamengo.
É algo bem obvio que lutar pelo título é mais
difícil que brigar para não cair. Manter o bom nível e regularidade durante o
campeonato de 38 rodadas é bem mais difícil, porém, alguns pontos conseguem
fazer com que isso seja possível. Não é por coincidência que Palmeiras e
Flamengo brigam pela parte de cima da tabela, hoje apresentam os melhores
orçamentos, administrações profissionais e que colocaram os clubes em outro
patamar em relação aos adversários. Com isto, a montagem de elenco e
investimento na estrutura possibilita que consigam fazer um bom papel na
temporada. E se for expandir, poucas são as equipes que conseguem ter direções
exemplares como estas, destaca-se também o Cruzeiro e o Grêmio, por isso, a
briga pelo título se torna mais difícil e menos acirrada. No outro lado da
tabela a situação é completamente diferente, equipes com problemas políticos,
elencos fracos, totalmente sem organização, oscilando jogo após jogo e dividas
absurdas.
Infelizmente a briga pelo rebaixamento se
torna mais acirrada, porque a quantidade de times com planejamento ruim é bem
maior do que as que são organizadas. O número de jogos ruins, elencos fracos,
nível abaixo da média supera os que tentam apresentar um bom futebol. Por isso,
a quantidade de equipes que brigam pra não cair se torna bem maior que as que
brigam pelo título. Sete equipes disputam pela permanência na primeira divisão:
Fluminense, Ceará, Vasco, Sport, América-MG, Chapecoense e Vitória.
De maneira geral, existem dois pilares para
essa disparidade entre o bloco de cima e o bloco debaixo. A má administração
dos dirigentes e a falta de investimento em setores estratégicos, justamente é o
que causa todos os efeitos negativos ao clube.
Engloba renda, patrocínio, plano de sócio torcedor, todas as formas de captação
de dinheiro do clube que viabilizam uma boa estrutura, quando se têm dirigentes
que conseguem distribuir de forma igualitária aos setores. Automaticamente faz
com que alcance o equilíbrio financeiro e viabiliza a briga por título. O
demérito das equipes é o leva ao abismo entre o bloco de cima e o bloco de
baixo, por esses motivos, a disputa pelo rebaixamento se torna mais acirrada do
que a briga pelo título.

1 Comentários
Maravilhoso , estou feliz por vc está seguindo este caminho , que seja de muiiita alegria e ótimo conhecimentos nessa área esportiva , bjsss filhão.
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