Ex-jogadores comentaristas podem ser considerados jornalistas?

Por: Maria Giovanna Carvalho
FutebolNews

O esporte pode ser considerado uma das atrações atuais do povo brasileiro. Com isso, cada um de modo particular, tem suas opiniões e divergências em relação às transmissões e coberturas de jogos de um determinado grupo, uma delas são com os chamados comentaristas/narradores esportivos.

Na história do esporte, com suas diversas modalidades, os comentaristas são considerados jogadores profissionais aposentados de seus cargos, e atuam ao lado do narrador nas transmissões ao vivo dos jogos ou em programas esportivos. São aqueles que fizeram memórias no campo, na quadra e no tatame, sendo assim convidados para entrarem no “time” dos jornalistas, ganhando esse mesmo título na área comunicativa.

A primeira Copa do Mundo transmitida ao vivo pelas televisões brasileiras aconteceu no ano de 1970, sendo sediada no México. E um dos privilegiados a participar desse momento histórico na bancada dos comentaristas foi o profissional, considerado na época, como um dos maiores artilheiros da Seleção Brasileira: Leônidas da Silva, mas popularmente conhecido com “Diamante Negro”. Contando um pouco sua trajetória, Leônidas praticamente teve a sua vida inteira baseada no futebol, atuou em três grandes times cariocas como o Vasco, Botafogo e Flamengo. Defendeu ainda o São Paulo, na qual foi campeão Paulista. Vestiu a “amarelinha” da Seleção em 1934 e 1938. Deixou os gramados em 1950, mas continuou nessa área, começando como técnico e depois adquiriu uma oportunidade como comentarista esportivo, considerado em suas atuações como duro, direto e polêmico.
                                       
Leônidas Silva, ex-jogador, treinador e comentarista. Participou da primeira transmissão da Copa do Mundo na TV
Hoje em dia, as mulheres também dominam o campo esportivo. Um exemplo é a Glenda Kozlowski, considerada a primeira mulher a conquistar um lugar nas narrações esportivas na TV Globo. Ex-atleta do surf na modalidade bodyboarding, foi campeã mundial e brasileira. Entrou na TV a partir de dois filmes, mas após a experiência como atriz acabou seguindo o jornalismo no ramo de apresentadora. Glenda não é formada em comunicação social, mas ganhou um espaço pelo seu carisma e dedicação. Participou de várias coberturas importantes como: jogos olímpicos de verão e inverno, e neste ano está participando da Copa do Mundo Rússia 2018.
                                          
A primeira mulher a participar de narrações esportivas na TV Globo, Glenda Kozlowski.
O papel dos comentaristas é colocar em público as suas opiniões através das grandes coberturas de competições, sendo pessoas experientes naquele trabalho, já que um dia eram ativos no lugar dos jogadores que hoje exercem a função de atleta. Eles tem como objetivo avaliar a arbitragem na definição dos lances, o técnico e suas atitudes e o desenvolvimento de cada jogador em campo ou em quadra. Mas a pergunta que não quer calar: será que esses ex-jogadores podem ser considerados jornalistas?

Há ainda muita divergência entre a população se os ex-atletas são ou não considerados jornalistas, já que eles não possuem um diploma. Alguns, mesmo sem faculdade na área da comunicação tem o dom de passar a informação e ser o observador dos jogos, outros nem tanto. Mas através de leis, todo jornalista hoje em dia, deve ser certificado, mas em algumas empresas essa situação não acontece.

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