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| Andriy Shevchenko fez história na seleção ucraniana e é o maior ídolo da história do futebol do país. (Foto: Reprodução) |
Por: Rafael Perdigão
FutebolNews
Atualmente técnico da seleção ucraniana de futebol, Shevchenko por muitas vezes deve querer botar a chuteira e voltar aos gramados para ajudar seu país. O ídolo ucraniano deixou muitas saudades nos torcedores e nos admiradores de futebol, de uma forma geral. Com um requinte mágico de como saber botar a bola para o fundo das redes, o ex-atacante teve passagens por grandes clubes europeus e hoje iremos recordar um pouco de sua carreira.
Em 1986, quando estava prestes a completar dez anos de idade, o futebol começou a entrar na sua vida, para nunca mais sair. Foi neste ano que Sheva foi observado por um olheiro do Dínamo Kiev (um dos maiores clubes ucranianos) e adentrou às categorias de base da equipe. Alguns de seus ídolos foram Marco Van Basten e os brasileiros Zico e Romário. Foram oito anos de categoria de base até poder fazer sua estreia como profissional.
No ano de 1994, Shevchenko tinha 18 anos e era uma das grandes promessas do futebol ucraniano. Profissionalmente, atuou de 1994 até 1999 pelo Dínamo. Seu grande destaque se deu quando foi o protagonista nas quartas da Champions League 98/99: em dois jogos contra o temido Real Madrid, Sheva fez três gols e colaborou para o Dínamo eliminar o clube espanhol e chegar até a semifinal. Mesmo eliminado na sequência pelo Bayern de Munique, o atacante despertou interesse de enormes clubes europeus. Vale destacar que ele conquistou cinco títulos em cinco anos de campeonato ucraniano, antes de se transferir para o Milan.
Na sua primeira temporada pelo clube italiano (1999/2000), foi artilheiro da Série A e encheu os olhos dos torcedores. Atuou por sete anos em Milão e é tido como ídolo da torcida milanista. Em 2003, Sheva foi campeão da Champions League com o Milan e, no ano seguinte, conquistou a Bola de Ouro da France Football. Apesar da expectativa de receber, também, a Bola de Ouro da FIFA, se frustrou ao ficar atrás de Ronaldinho e Thierry Henry. Em 2005, sua maior frustração com a camisa do Milan: na final da Champions daquele ano, contra o Liverpool, abriram 3 a 0 no primeiro tempo, mas permitiram o empate inglês no segundo e perderam nas penalidades máximas.
Em maio de 2006, se transferiu para a Inglaterra, assinando com o Chelsea. Provavelmente foi o clube onde o atacante menos se destacou e alguns fatores foram cruciais para isso: problemas com lesões, má adaptação ao futebol inglês, atritos com o técnico José Mourinho e concorrência com Didier Drogba (ídolo da torcida do Chelsea). Assim, em 2008, retornou ao Milan por empréstimo. Atuando com Ronaldinho Gaúcho, Alexandre Pato, entre outros, não conseguiu repetir a primeira passagem pelo clube italiano, mas também não deixou a desejar, sendo ovacionado pela torcida toda vez que pisava no gramado do San Siro.
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| Sheva foi Bola de Ouro em 2004, pelo Milan. (Foto: Reprodução) |
Aos 33 anos de idade, terminado o empréstimo ao Milan, Sheva negociou sua saída com a diretoria do Chelsea e preferiu voltar ao seu país de origem. Um dos grandes ídolos da história do Dínamo, foi muito festejado em seu retorno e ainda conquistou a Supercopa da Ucrânia. Em 2012, anunciou o fim de uma carreira brilhante e de muitos gols.
Pela seleção ucraniana, disputou a Copa do Mundo de 2006 e conseguiu um feito histórico: chegar até as quartas de final (foram eliminados pela Itália, que viria a ser campeã). Profissionalmente, atuou em 111 jogos com a camisa de sua seleção e marcou 51 vezes, sendo lembrado e idolatrado até hoje pelos fãs. Desta forma, se tornou um JOGADOR HISTÓRICO e veio parar aqui, no FutebolNews.


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