São Paulo e sua comemoração de sexto lugar

Um time que conquistou nesses últimos vinte anos três brasileiros, uma libertadores, um mundial de clubes e uma Copa Sul-americana, comemorar uma mera vaga para a fase de grupos da Libertadores é bem inusitado
Foto: São Paulo FC
FutebolNews, Rio de Janeiro
Por Joubert Júnior

Com um grande investimento para a atual temporada, foi criada uma boa expectativa para o São Paulo. Na sexta colocação, com 60 pontos, o tricolor está classificado para a Libertadores do próximo ano. O que chama atenção é o quanto essa "conquista" está sendo comemorada. Jogadores, diretoria e torcedores vibram demais com essa garantia, fato que pode ser muito discutido, se for levado em conta o enorme investimento de 2019.

Grandes contratações chegaram, Juanfran e Daniel Alves sendo as principais entre elas. Dois atletas super vitoriosos no cenário do futebol mundial e que, certamente, fazem a diretoria quebrar o porquinho todo mês, devido ao salário considerável dos dois laterais. Basta olhar apenas para essas duas aquisições para perceber que o São Paulo esperava erguer taça nessa temporada, mas não foi possível.

O desempenho da equipe num todo foi bem abaixo e crítico. A crise interna também contribui para a má eficácia do elenco. Leco e Raí são alvos constantes de críticas da torcida. Além de pecar em contratações de jogadores que não renderam o esperado - ao exemplo de Alexandre Pato - a parte administrativa do clube pecou também nas escolhas dos treinadores. Após ser submetido a uma cirurgia no coração, Cuca topou o desafio de comandar o São Paulo, mas sua experiência não foi das melhores. Vendo que não podia mais acrescentar em nada na temporada, o treinador pediu seu boné no dia 26 de setembro.
Como na postura de um líder de grupo, Daniel Alves foi pessoalmente pedir a contratação de Fernando Diniz ao presidente Leco. A pedida foi acatada, Diniz tentou implantar seu estilo e filosofia de jogo no tricolor, mas não teve o resultado esperado. É raro acompanhar uma partida em que o São Paulo consiga ter o domínio do jogo e saiba ter a bola no pé. Bancado pela própria presidência, Fernando Diniz deve continuar no comando técnico do clube para 2020.
Já seria melhor ir planejando o próximo ano para que seja bem diferente do atual. O 2019 tricolor foi marcado de péssimas atuações coletivas, baixo rendimento de novas contratações, crises e rachas dentro da própria diretoria. Talvez esses motivos possam explicar a tão comemorada classificação em 6° lugar para a Libertadores do ano que vem.

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