FutebolNews, Rio de Janeiro
O ano de 2013 para a Associação Portuguesa de Desportos, ou somente Portuguesa, foi fatídico. Um duro rebaixamento, casos judiciais e o famoso "tapetão" marcaram uma temporada que deu início a uma interminável crise do clube paulista.
O Campeonato Brasileiro daquele ano terminou com o Fluminense rebaixado e a Lusa salva da segunda divisão do próximo ano. Mas no futebol, algumas situações podem ser decididas fora de campo também, mais precisamente, nos tribunais. A escalação irregular do meia Héverton custou muito caro, e numa ação na justiça, que teve a participação do tricolor carioca, ficou determinada a perda de quatro pontos da Portuguesa.
A Lusa havia terminado o Brasileirão na 12° posição com 48 pontos, pontuação que dava a certeza de permanência na elite do futebol brasileiro. Porém, a sentença no julgamento foi totalmente decisiva, com menos 4 pontos, a Portuguesa despencou para a 17° colocação, ou seja, na zona de rebaixamento.
Na partida contra o Grêmio, válida pela pela última rodada do Campeonato Brasileiro, aos 32 minutos do segundo tempo, Héverton entrou no jogo. Nesse momento, ninguém poderia imaginar o que estava por vir. A decisão de "rebaixar" o clube foi unânime, cinco votos a zero. Seis anos depois, ainda não foi apontado o grande responsável pela queda, alguns culpam o departamento de futebol, o próprio jogador e outros acreditam numa "mala branca" por trás de toda essa história.
O Flamengo também teve uma situação parecida. A escalação irregular de André Santos na partida contra o Cruzeiro, na 38° rodada, teve o mesmo efeito para o rubro-negro. O Fla terminou o brasileirão daquele ano com 50 pontos, com a punição, a pontuação caiu para 46. Ficando assim, na 16° colocação a um passo do rebaixamento.
Atualmente a Portuguesa é um verdadeiro paciente de UTI, respirando por aparelhos ou em estágio terminal. O clube lusitano ficará sem divisão nacional até 2021 e não se sabe se chegará até lá. De fato, ver um vice campeão brasileiro, tri campeão paulista, campeão da Série B de 2011 e administrador do histórico estádio do Canindé no fundo do poço é de entristecer o futebol brasileiro.
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