FutebolNews, Rio de Janeiro
O campeão brasileiro de 2018 chegou para a atual temporada com um status poderoso. Seria a hora de cravar mais uma vez o Palmeiras como o time mais forte do país, mas nada ocorreu como esperado. O 2019 para o verdão vai terminar como um ano cheio de decepções.
Não houve mudança no comando técnico, Felipão permaneceu para tentar erguer a taça do Paulistão, mas não foi possível. Nada que fizesse perder o apoio incondicional da torcida, que viu o Corinthians ser campeão do torneio pela terceira vez seguida.
A Libertadores passou a ser enxergada como a nova cobiça para o clube. A fase de grupos foi o ponto alto desse desempenho, com apenas uma derrota, o time se classificou em primeiro lugar de seu grupo, passando assim, para as oitavas da competição. Seu adversário foi o Godoy Cruz, que não assustou e logo foi eliminado pelo verdão. Nas quartas o adversário era bem mais poderoso, o time mais copeiro do país, o Grêmio. A vitória fora de casa, no jogo de ida, deixou os torcedores mais que confiantes na classificação, mas toda a tradição do tricolor na liberta falou mais alto. O Palmeiras foi eliminado em pleno Pacaembu, deixando o Felipão ameaçado em seu cargo.
A chance de título na Copa do Brasil também foi descartada no meio do ano, a sofrível derrota nos pênaltis contra o Internacional, deixou apenas o Campeonato Brasileiro em disputa. Duas eliminações tão dolorosas e em um curto espaço de tempo, fizeram a torcida perder um pouco sua paciência com diretoria, comissão técnica e elenco. Os cargos de Alexandre Mattos e Luís Felipe Scollari foram postos em cheque, além de duras cobranças em cima de alguns atletas do time titular.
Toda essa tensão no ar, deixou madura a demissão de Felipão. E no dia primeiro de setembro, a derrota acachapante para o Flamengo decretou sua saída do comando técnico do Palmeiras. O nome da vez foi de Mano Menezes, que tinha sido demitido, recentemente, do Cruzeiro. Mano assumiu a equipe contra o Goiás, já atrás do Flamengo e na vice liderança, teve um começo típico, sem sustos e sem surpresas. O que chamava a atenção era a queda tática da equipe, a falta de consistência na defesa e quase inexistente agressividade no ataque. Desempenho pífio, que quando era posto em prova, apresentava falhas, como em partidas contra times inferiores taticamente.
A prematura rejeição dos torcedores, não deixou um clima amigável de se trabalhar e novamente enfrentando um adversário que é um pesadelo para qualquer treinador. A nova derrota para o Flamengo, dessa vez dentro do Allianz, selou a passagem veloz de Mano, outro a rodar dentro do clube foi Alexandre Mattos.
O Palmeiras caminha para a temporada de 2020 sem se dar o luxo de fazer uma previsão. Sem um técnico e um integrante de diretoria a menos, todo luxo agora é pouco. Os mais esperançosos dirão que dias melhores virão.
1 Comentários
ótimo texto, aumentando a qualidade a cada postagem!!
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