O Brasileirão vai virar um Campeonato Espanhol?

Os mais ricos e poderosos clubes do país. Fonte: maquinadoesporte.uol.com.br



Por Rodrygo Nascimento
FutebolNews

De fato, com o grande poderio financeiro de Palmeiras e Flamengo uma pergunta se torna pertinente entre os torcedores e amantes do futebol brasileiro: O Brasileirão vai virar um Campeonato Espanhol? E a resposta é, não. Uma das grandes diferenças são as quantidade e grifes que existem em solo nacional e em solo espanhol, mesmo estas por conta dos campeonatos estaduais. Mas quando analisa o contexto precisa englobar tudo que nele esta e, querendo ou não, os estaduais fazem parte disso. Iremos dissecar ao longo do texto.

Quando se diz que pode ocorrer uma "espanhonalização" do Campeonato Brasileiro nada mais é que, o campeonato ficar dominado por duas equipes mais poderosas com elencos mais fartos e com mais grana para investir. Como de fato acontece no Campeonato Espanhol com Real Madrid e Barcelona, mesmo que aja outras equipes bem estruturadas prevalece sempre a força da equipe madrilenha e a catalã. A preocupação hoje é de aja este domínio de Palmeiras e Flamengo, são de fato as duas instituições com as melhores estruturas, elencos e poderio financeiro para conseguir fazer contratações de impacto e sem prejudicar as finanças do clube. Entretanto, como na Espanha, aqui no Brasil também existem equipes fortes, bem estruturadas e, se não com o mesmo poderio, tendo uma força no mercado para contratar citemos rapidamente Corinthians e Internacional. Modelos de gestão como são Bahia e Athletico-PR não podem ficar de foram, dominam seus estado e mesmo com receitas menores que as do time do eixo RJ-SP consegue montar equipe competitivas e brigas por títulos ou vagas em competições internacionais. Neste quesito o destaque maior vai para o Athletico que em dois anos faturou Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana.

Isto já desfigura a tendencia de domínio do Alviverde e Rubro Negro. É claro que entra uma série de fatores como nível técnico dos treinadores e dos jogadores que influenciam no produto final, mas não se pode negar a força do Grêmio, Santos, São Paulo e Cruzeiro, mesmo que não vivam a melhor fase financeira do clube conseguem, pelo seu gigantismo, montar elencos fortes e competitivos que possam bater de frente com os dois mais ricos do país. Basta dizer que o Grêmio de Renato Gaúcho conseguiu segurar Everton o seu grande destaque além dos títulos da Libertadores e Copa do Brasil, Santos fez a contratação de Jorge Sampaoli, além de Carlos Sanchez e Soteldo, sem contar seu domínio no Campeonato Paulista, São Paulo que investiu pesado nesta temporada com contratações fortes como Pato, Pablo, Daniel Alves e Juanfran. E a equipe Celeste que, por mais que não viva uma boa fase, tem um elenco muito forte com Fred, Rodriguinho, Thiago Neves, Dedé entre outros, além de também dominar o estadual em Minas. É claro que não podemos esquecer dos gigantes adormecidos como Atlético Mineiro, Vasco, Fluminense e Botafogo, são equipes enormes em solo nacional, mas que hoje, não vivem seus melhores momentos. O Gigante da Colina mesmo sofrendo por anos de gestões ruins, ainda sim chegou à final de 5 estaduais em 6 anos, sendo que foi campeão em duas finais, além da classificação para a Libertadores em 2017. O Galo bateu final de Copa do Brasil e semifinal de Copa Sul-Americana. 

Ao longo do texto pode ser notado a quantidade de grifes gigantescas que existam neste solo tupiniquim. É claro que ao longo da história nunca houve duas equipes tão ricas e poderosas como Palmeiras e Flamengo, por isso, cause tanto espanto e questionamentos. Principalmente após o título do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores do Flamengo deste ano e do Palmeiras ter levado na temporada passada o campeonato nacional. Porém, a quantidade de grifes e marcas gigantes existentes aqui no Brasil impede essa possível "espanhonalização", pode haver sim um distanciamento maior entre as duas em relação aos outros, porém, uma bipolarização, não. Basta observar que neste mesmo ano a liderança do campeonato esteve nas mãos do Santos, de Jorge Sampaoli, entretanto o mesmo perdeu por conta da queda de rendimento.

Enfim, o Brasileirão virar um Espanholzão não irá ocorrer, entretanto que esses dois estarão nas cabeças das competições, sim, de fato estará. Isto graças a competência das duas diretorias, mas isso é assunto para outro texto.


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