Fotos: Deus me dibre
André Neves - @nevestbc
É, a atual situação dos times mineiros não está nada fácil. Na última segunda-feira (7), Marília Mendonça fez um show em plena Praça Sete, de graça, e a brincadeira que mais se escutava entre os mineiros é que foram ao evento para se divertir porque se for para sofrer o Atlético e Cruzeiro já estão encarregados desse trabalho.
Um em 11ª e o outro em 18ª. Um em crise constitucional, o outro em crise técnica. Eliminados da Copa do Brasil, Libertadores, Sul-Americana e sem perspectiva nenhuma de lutar por algo maior no Brasileirão. Na verdade, a luta dos dois é para não cair.
O Galão da massa há muito tempo não lembra aquele saudoso Galo Doido de 2011 a 2015. Já não se vê a mesma gana, a mesma vontade, o empenho que tanto fazia o torcedor alvinegro ir para as arquibancadas do Horto e gritar que caiu aqui está morto. Assim, o torcedor não se ilude mais. O clube do bairro de Lourdes vive uma crise de identificação entre torcedor, jogadores e diretoria. Aqueles que eram o símbolo máximo de idolatria como Luan e Victor tiveram suas imagens desgastadas, uma transformação de heróis em vilões.
Na 11ª colocação do nacional com 31 pontos, o Atlético vem de um repertório terrível nas últimas 10 partidas, são duas vitórias, dois empates e seis derrotas. A situação só não é pior por conta do bom início de campeonato que até seis rodadas atrás o garantia em uma briga com os líderes e uma situação favorável a para uma possível ida a Libertadores 2020. Porém o rendimento caiu, as derrotas se somaram a queda na semifinal da Sul-Americana e a cobrança em cima do técnico Rodrigo Santana aumentou. Até quando conseguirá suportar?
Por outro lado, o Cruzeiro deve sentir inveja do seu maior rival. A atual situação da raposa é complicada, segundo o site infobola, especialistas em estatística, as chances de um rebaixamento chegam a 65%, e isso não é o pior. O time aparece mais em páginas policiais do que na esportiva, o presidente Wagner Pires de Sá é omisso, quem comanda de verdade é o vice Itar Machado, que há pouco tempo foi afastado do clube, mas em uma manobra política voltou ao comando celeste.
Dentro de campo a confusão não é diferente. Após dois anos de conquistas o time virou refém dos medalhões, Mano foi embora, Ceni contratado e demitido 45 dias depois, e agora o messias da vez é Abel Braga. A panelinha dentro do elenco é comandada por Thiago Neves, Edílson e Fred, o problema é que nenhum desses jogadores se encontra em boa fase, e caso um deles não seja relacionado para algum jogo, o descontentamento logo aparece.
Os números no campeonato brasileiro refletem bem a somatória de um vestiário explosivo, uma diretoria omissa, problemas judiciais e financeiros. Até o momento, em 24 rodadas, foram somados apenas 21 pontos, e amargam a 18ª colocação, quatro pontos atrás do CSA, o primeiro fora da zona de rebaixamento.
A cartilha de rebaixamento vem sendo seguida à risca, e a troca de treinadores não surtiu efeito, aliás, só piorou. Nos últimos 10 jogos, apenas uma vitória, quatro empates e cinco derrotas. Os próximos jogos serão cruciais para a equipe, dois jogos seguidos contra adversários diretos. O primeiro, contra o Fluminense, acabou empatado, e na próxima rodada o oponente será a Chapecoense na Arena Condá.


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