O novo Vasco de Vanderlei Luxemburgo

O experiente treinador reencontrou no Vasco a boa fase na carreira. Fonte: Mgsupesportes


Por Rodrygo Nascimento
FutebolNews

Ultrapassado, velho, não vai agregar mais nada ao futebol, não estudou, não evoluiu. Essas palavras foram ditas após Vanderlei Luxemburgo deixar o comando do Sport no dia 26/10/2017. Depois disso, foi especulado em diversos clubes, por diversas vezes, entretanto em momento algum chegou a ser feita uma proposta formal e de fato assumir o comando de uma equipe. Passou-se pouco mais de 1 ano e surgiu o Vasco.

A equipe Cruz Maltina que acabará de demitir Alberto Valentim, não vivia bom momento. Vice campeã do Campeonato Carioca, perdendo de forma categórica para o rival, Flamengo, perdeu para o Santos no jogo de ida pela Copa do Brasil e praticamente minou as possibilidades de revés atuando em casa. Marcos Valadares assumiu, porém, os resultados não vieram e logo saiu. Quando Luxa assume os questionamentos ecoaram, alguns se apegaram ao seu passado, mas seus resultados recentes deixavam a desejar. O primeiro jogo, empate melancólico contra o Avaí em casa, levando um gol no último minuto, depois disso levou mais 2 jogos para vencer. Ela veio com autoridade, contra o Internacional por 2x1, em São Januário completamente lotado. Depois desse jogo, passou a se ver um "outro Vasco" em campo. Mais organizado, vibrante e ciente de suas limitações, ao ponto de reconhecer isso e se adaptar ao novo modelo de jogo proposto pelo treinador. Um 4-1-4-1 com 3 volantes e muito apoio do extremos (Rossi e Marrony).

Após a derrota para o Botafogo, o Vasco perdeu apenas 1 jogo. Este para o Grêmio, fora de casa e com polêmica envolvendo o VAR. Mas apesar da derrota, uma boa atuação, além disso um empate na última rodada contra o Palmeiras, também fora de casa e até então líder do campeonato, encheu o peito dos torcedores do Vasco de esperança. Sem sombra de dúvidas a evolução com Vanderlei é notória, a equipe conseguiu ficar mais segura em seu sistema defensivo, diminuiu a média de gols sofrido (média de 1 gol por jogo com Luxemburgo, contando jogos oficiais), se protegendo mais e não oferecendo mais espaços aos seus adversários. A entrega dos jogadores na recomposição sem bola é fundamental para essa melhora. Sempre marcando em bloco médio/baixo, se mantem organizado fazendo a flutuação, além de dobrar a marcação em determinados setores do campo, diminuindo a chance do adversário progredir em direção ao seu gol.

Apesar da melhora e organização em sua estrutura defensiva, o sistema ofensivo tem deixado, e muito, a desejar. A equipe cria pouco, e quando cria as tomadas de decisão são quase sempre erradas. O Vasco nas 12ª rodadas finalizou 150 vezes e errou 96. Para um time que adota uma postura mais reativa (se fechar para contra atacar) é um indicie muito ruim. E os erros na finalização passam por sua construção desde a saída do goleiro até o último terço. Utilizando uma forma de ataque-rápido, sem tantas trocas de passe, os extremos e meio-campistas se tornam fundamentais na execução das jogadas. Marrony e Rossi erraram mais da metade das finalizações que executaram, (fin=17, err= 10 e fin=20, err=15) respectivamente. Isso somente citando os jogadores de ataque. Ou seja, este já é um problema notado e que o treinador precisa melhorar. Mesmo tendo assumido algumas rodadas depois, com o Luxa, não houve melhora significativa neste quesito.

É lógico que o trabalho ainda esta no incio, foram apenas 8 jogos até o momento. Também é lógico que a melhora foi grande e significativa, porém, a pontos a se acertar. Entretanto, algo que não entra nas estatísticas é a recuperação de confiança de boa parte do elenco, que tem sido um fator importante. A entrega de todos dentro de campo é preponderante para que a torcida abrace os jogadores. Além disso, a também as preleções que motivam os jogadores e cativam os torcedores, sempre exaltando a grandeza do clube. Estas, inclusive, tem sido as provas das palavras ditas no inicio do texto após o comandante deixar o Sport, todas essas estão sendo desconstruídas rodada após rodada. Mostrando que o treinador conseguiu se adaptar as condições que a ele foi apresentada como: realidade do clube financeiramente, condição dentro do campeonato e qualidade limitada do elenco. Se reenquadrando a todos esses fatores a passagem de Luxemburgo, até o momento, tem sido extremamente positiva e apesar das ressalvas tem tudo para permanecer sendo um sucesso. Abaixo os números do "pofexô" à frente do Gigante da Colina.

Retrospecto

8 jogos= 4 vitórias, 3 empates 2 derrotas.
Gols pró= 9 gols (1,25 média por jogo)
Gols contra= 8 gols (1 média por jogo)
Posse de bola= 42,25% (média dos jogos)
15ª lugar, 13 pontos

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