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| A sala do VAR durante a final da Copa do Brasil (Foto: Divulgação/CBF) |
Por: Samuel Oliveira
FutebolNews
O futebol é um esporte da mais alta emoção possível. Não é recomendado para cardíacos e tampouco para hipertensos. Um gol legal representa uma alegria extensa de uma partida, tanto pelo olhar dos jogadores e, sem dúvida, pelos torcedores. Já o gol anulado tem o sentimento de tristeza, mas tem a justiça de que o certo foi feito pela arbitragem.
Foi aí que o surgiu o Video Assistant Referee (na tradução livre, Assistente de Árbitro de Vídeo), conhecido como o VAR. O VAR chega como um auxiliar externo para o árbitro de campo, que se vê em dúvida em alguns lances da partida. Tudo que acontece no campo, nos mais absolutos ângulos, é o VAR que vê e é o VAR que sente.
Ser contra o VAR é ser mau caráter. Uma ferramenta que é capaz de observar impedimentos imperceptíveis, detectar possível mão na bola, identificar um gol legal, cartão vermelho e outro apetrechos não veio para estragar a graça do futebol. Veio para fazer justiça, para dar a legitimidade para aqueles que trabalham forte para dar o mais absoluto êxito no seu emprego: jogadores, comissão técnico e até os árbitros, no sentido de escolha certa.
Nas palavras de André Rizek, do Grupo Globo: "Que saudade de gritar gol (ou "merda) quando a bola bate na rede. Depois eu vejo se não tava impedido, ou foi com a mão. O mais importante, mesmo, era gritar gol." É evidente que Rizek defende o que o futebol mostra de tão sujo, o gol ilegal e a comemoração suja do gol ilegal. É preferível, pela justiça e coerência, lamentar um gol validado corretamente pelo VAR do que comemorar um gol ilegal sem ele e ficar com remorso do que aconteceu.
É lamentável que o jornalismo esportivo tomou esse lado. Se é uma declaração para virar polêmica e, consequentemente, virar pauta para vender audiência no dia seguinte, que seja falando assuntos coerentes e com o sentido de que o VAR é um novo meio de se enxerga o legítimo e correto futebol.

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