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| Sonhos perfeitos interrompidos pelo destino. (Foto: Reprodução) |
FutebolNews
Todos nós já sonhamos em ser jogador de futebol um dia. Eu também já sonhei, sabia? Eu fui um daqueles que imaginou marcando um gol em final de Copa do Mundo, levantando um troféu da Libertadores e até, quem sabe, ser o melhor jogador do mundo pela FIFA. Sonhei o possível. Até sonhei o impossível.
Talvez, o mesmo sonho que partilhei comigo mesmo durante anos e o mesmo de muitos jovens que querem se transformar. Transformar a família, com desafios dentro do nosso esporte. Mudar e realizar uma paixão que se restringia em peladas com os amigos. Assim podemos descrever o que cada jovem que faleceu nessa sexta-feira (08) no CT do Flamengo sonhava. E como sonhavam os garotos do ninho.
Vamos imaginar juntos. Daqui há alguns anos, poderíamos estar vendo uma grande defesa de Bernardo Pisetta, à queima-roupa, salvando o Flamengo na final da Libertadores, ou até um pulo de mão trocada de Christian Esmério, levando o Brasil para a grande decisão da Copa do Mundo, em busca do hexa, ou hepta, ou octa. Que paredão seria Arthur e Pablo, de causar inveja em qualquer zaga do futebol brasileiro, dando aquela ajuda lá atrás e não deixando nada passar pelos clubes que jogariam.
Cruzamentos precisos seriam nos pés do Samuel. Ah, como esquecer do Samuel? Meu xará. Suas arrancadas são incríveis e, como certeza, seria um garçom para qualquer time que passaria a jogar. Enquanto o Samuca se divertia no canto do campo, Jorge abriria a armação de jogadas, sendo o Pitbull da "volância", dando a qualquer meio de campo um gás para o contra-ataque. Imagino esse setor defensivo perfeito, não acham?
Temos que marcar o gol e é rápido. Quem poderia começar a fazer isso por nós é o Gedinho e o Rykelmo, rapá. Os dois são rápidos, armadores, artistas da bola. Só que tem um detalhe: Os dois brigariam pelo número de assistências nos campeonatos. Já imaginou os dois no meio do time? Caramba, que seleção que estamos montando.
Dupla de ataque que funciona, sabe qual é? Athila e Vitor. Que dupla, senhores! Difícil dizer quem seria o artilheiro ali, não acha? Dois craques, né? Pois bem, o time em que eles estariam não ia sofrer com falta de gols. Pelo contrário, iria cansar de tanto comemorar e gritar seus nomes.
Imagina quantas pessoas iriam andar na rua com camisas com seus nomes grifados? Quantas pessoas pediriam uma selfie e dariam um abraço apertado nos seus ídolos. Quantos sorrisos e quantas vontades de vencer foram interrompidas nessa sexta (08)? Eles sonharam, eles viveram e guardaram o combate. E se tudo isso que eu disse fosse a realidade? Infelizmente não é o que queremos, então só nos resta sonhar o jogo perfeito. E sonhamos sempre em ser jogador de futebol um dia.

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