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Exceto Torres, Fàbregas e Pepe Reina que jogavam em times ingleses, todos os jogadores da seleção da Espanha jogavam em seu país de origem (Foto: Reuters) |
FutebolNews
O dia 11 de julho de 2010 é um daqueles dias marcados na história do futebol. O estádio Soccer City em Joanesburgo, cidade mais populosa da África do Sul, foi o palco da final inédita entre Espanha e Holanda.
As duas seleções buscavam seu primeiro título mundial da história. A Holanda já havia disputado duas outras finais de Copa, em 1974 e 1978, na qual perdeu para Alemanha e Argentina, respectivamente. Enquanto a seleção espanhola estreou em uma decisão de mundial naquele ano.
Para chegar até a final, a Espanha jogou 6 partidas e ganhou 5, a única
derrota foi na estréia contra a Suíça. Na fase de grupos, os campeões europeus de
2008, passaram por um grupo com Suíça, Chile e Honduras, e posteriormente
ganharam de Portugal, Paraguai e Alemanha, todas as vitórias da segunda fase
foi pelo placar de 1 a 0.
Os holandeses que não alcançavam uma final desde os tempos da laranja
mecânica, conquistaram uma campanha de 100% de aproveitamento até a decisão. A
Holanda se classificou em primeiro em um grupo que tinha Japão, Dinamarca e
Camarões. Na fase de mata, os laranjas passaram por Eslováquia, nossa seleção
brasileira e Uruguai.
Para aquele jogo, Vicente Del Bosque, técnico espanhol, levou a campo:
Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevilla; Busquets, Xabi Alonso,
Iniesta, Xavi e Pedro; na frente David Villa.
Comandada por Bert van Marwijk, a Holanda foi escalada com:
Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst; Van Bommel,
De Jong, Robben, Sneijder e Kuyt; Van Persie de centro avante.
A Espanha
começou melhor naquela final, as melhores chances da primeira etapa foram dos
espanhóis. Com maior posse de bola, o que era característico daquele time, a
Espanha – que jogou de uniforme azul – obteve mais o controle do jogo. Destaque
do primeiro tempo foi o quase gol sem querer do zagueiro Heitinga numa
devolução de bola de um fair play, a bola quicou e encobriu Casillas que não
gostou nada da situação, mas o holandês se desculpou e mostrou que não foi
intencional.
O segundo
tempo reservou uma grande chance para cada equipe, e os goleiros brilharam. Aos
16 minutos, aconteceu o lance lembrado até hoje. O gol perdido por Robben. Após
linda enfiada de bola de Sneijder, o camisa 11 saiu de frente com Casillas, que
com pés fez uma bela defesa e salvou a primeira bola na rede da partida. Aos 24
quem brilhou foi Stekelenbug. No cruzamento rasteiro que veio para a área, a
zaga holandesa furou e Villa bateu de esquerda para a interceptação grandiosa
do goleiro neerlandês.
E passados os
90 minutos de tempo regulamentar sem gols, o último dos 64 jogos da Copa do
Mundo da África foi para a prorrogação.
A Espanha continuou
tendo as melhores chances também na prorrogação. Villa, Fàbregas e Jesus Navas
perderam boas oportunidades de abrir o placar.
Aos 10 minutos
do segundo tempo veio o gol que explodiu uma nação. Iniesta recebeu de
Fábregas, dominou colocando na frente, a bola subiu, ele a deixou pingar e
antes que a redonda encostasse no chão pela segunda vez, Andrés bateu forte e
cruzado, sem chances para Stekelenburg. Iniesta saiu em disparado para
comemorar, tirou a camisa 6 que vestia e saiu para o abraço com todo elenco. Esse
lance foi o que se chamaram posteriormente de “o gol de todos”. O meia, jogador
no Barcelona na época, se tornou ídolo histórico do futebol espanhol, ele já
foi até aplaudido em pleno Santiago Bernabéu lotado como forma de agradecimento
pelo feito.
Depois disso,
as chances para a Holanda acabaram. O tempo era curto, e os laranjas nada
puderam fazer para evitar o terceiro vice-campeonato mundial da história.
O apito final
chegou, e a campeã inédita, Espanha, pôde comemorar seu título mundial sem
nenhum medo.
O capitão da
equipe era o goleiro Iker Casillas, e ficou a cargo dele levantar a taça para o
mundo ver que a partir daquele dia a Espanha era campeã mundial.

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