Flair Play Financeiro. Até onde pode prejudicar os times Europeus?

UEFA é a entidade responsável pelo futebol Europeu. Imagem: torcedores.com

Por Rodrygo Nascimento
FutebolNews

Os clubes europeus sempre foram exemplos para as equipes Sul Americanas em relação à gestão, investimento e nível das equipes. Porém, mesmo com tudo isto, a UEFA decidiu em 2010 criar o Flair Play Financeiro. E até onde pode prejudicar os times europeus?

Visando limitar os gastos das equipes para manter uma saúde financeira estável, a UEFA cria o FPF e medidas para punição quando houver qualquer tipo de descumprimento da regra. Punições que variam entre perda de pontos, limitação em inscrição de jogadores em competições e pode chegar até em uma eliminação de UEFA Champions League ou Europa League em casos mais graves. Desde sua criação aconteceram atualizações decorrentes aos valores estratosféricos de um mercado altamente inflacionado, os clubes criam cláusulas de multa rescisória para se proteger e lucrar com transferências futuras.

A entidade européia não “proíbe” a contratação com altos valores, mas ela faz com que o clube não gaste mais do que consegue lucrar. O FPF avalia as transações em um período de três anos, a equipe pode gastar até 5 milhões a mais do teto. No período de avaliação entre 2013/2014 e 2014/2015 os limites eram de 45 milhões de euros. Em 2015/2016, 2016/2017 e 2017/2018 o limite foi de 30 milhões de euros. No entanto, os clubes podem exceder os limites até certo nível se estiverem protegidos por investimento do(s) dono(s) do clube ou entidade. Isso faz com que não acumule divida e não fuga da regra do Flair Play Financeiro.

Ao contrário do que muitos pensam isso não faz com que os clubes fiquem “menores”, mas sim que possam ter um equilíbrio entre o déficit e superávit. Vale ressaltar que promover investimentos em: estádio, categoria de base, centros de treinamento e futebol feminino são excluídos das contas.

O FPF também ajuda os clubes de menor expressão, faz com que ao invés de procurar uma solução rápida e vender suas promessas de forma prematura, possam ter um planejamento futuro, algo em longo prazo. Não faz com que todos os clubes tenham a mesma dimensão em riqueza, porém possibilita que consigam investir em outros setores que possa agregar valências e aumento de estrutura. 

De uma forma geral, a medida adotada pela UEFA beneficia mais do que prejudica. Beneficia no auxilio no equilíbrio das finanças e transparência nas negociações. Prejudica ao clube que, por recurso próprio, tenta a negociação por pagamento acima da multa rescisória muito acima do valor. Os clubes se queixam do limite imposto pela UEFA, mas com este “freio” eles conseguem sempre ter o equilíbrio necessário para manter as contas em dia.

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