Calendário apertado: o problema dos clubes brasileiros


Atualmente a principal reclamação dos clubes é sobre a falta de tempo para a preparação de seus atletas, para que possam disputar em alto nível os jogos do começo da temporada, sem preocupações com lesões e com um bom preparo físico.


Créditos: TvReplay

Por: Breno Araujo
FutebolNews


O que agrava ainda mais a situação são as datas FIFA, visto que neste ano acontecerá a Copa América assim como no ano passado com a Copa do Mundo, estes eventos são responsáveis por adiantarem ainda mais o início da temporada dos clubes no Brasil.

Para se ter uma ideia do problema basta analisar as datas, por exemplo, do Athletico Paranaense que foi a última equipe brasileira a atuar no ano passado. O time jogou no dia 12 de dezembro e estreou no dia 19 desse ano, ou seja, teve pouco menos de um mês considerando o tempo de férias, para se preparar.

Por esse motivo é muito comum de se ver no começo de temporada os clubes grandes tropeçando contra um adversário de menor expressão. Os times pequenos vivem o oposto dessa situação, possuem um calendário livre principalmente no final do ano e passam a se preparar única e exclusivamente para os campeonatos estaduais, e assim chegam mais preparados que os atletas dos grandes clubes. 

Os presidentes e treinadores alegam que é essencial um tempo maior de pré-temporada, para que seus atletas consigam chegar ao final do ano disputando todas as competições que o clube participa. Existem times que chegam a jogar quase 80 jogos no ano, portanto a preparação reforçada para uma temporada cansativa é indispensável.

Um fato interessante é o do jogador Willian do Palmeiras. Ele foi o jogador que mais atuou entre os times da série A em 2018, com um total de 63 jogos, e acabou o ano com uma lesão que o tirou da maior parte da temporada de 2019. Sendo este mais um fato que comprova que o calendário brasileiro é muito apertado, não dando tempo necessário para o jogador se recuperar entre uma partida e outra.

Uma solução foi encontrada pelo Palmeiras na temporada passada, ao usar um time diferente em cada campeonato que disputa, mas nem todos os clubes têm condições de fazer isso e disputar títulos com times “alternativos”. Outra saída seria igualar o calendário brasileiro ao europeu, parar as atividades em data FIFA e reduzir o número de competições, aumentando assim a qualidade dos jogos.













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