![]() |
| Atual campeão brasieiro e maior vencedor da competição com 10 títulos. Imagem: walldesk.com.br |
Por Rodrygo Nascimento
FutebolNews
Durante sua linda e grandiosa história, o
Palmeiras sempre afirmou ser campeão mundial. Assunto que gera controversa, mas
que todo torcedor palmeirense bate no peito com orgulho e total convicção de
que, sim ganhou a Copa Rio de 51 e é equivalente ao Mundial de Clubes. E antes
que venha toda a chuva de argumento, sim, o Palmeiras é campeão mundial e ao
longo do texto o assunto será destrinchado de forma minuciosa para que não ocorram
mais dúvidas.
No ano de 1951, a CBD antiga CBF, aproveitando
que tinha acabado de sediar a Copa do Mundo de 1950, decidiu organizar um
torneio equivalente, mas no caso, seria feita com clubes. A Confederação Brasileira
de Desportos, com o aval da FIFA, da inicio ao que hoje é o Mundial de Clubes,
na época foi chamada de Copa Rio Internacional. Ficou popularmente conhecida,
no Brasil, como Copa Rio, porque era uma competição organizada pela Prefeitura
do Estado do Rio de Janeiro, mas que tinha como nome oficial Torneio
Internacional de Clubes Campeões.
Realizada entre Junho e Julho de 1951, foi algo
baseado na Copa do Mundo, mas, tendo em vista que, na Copa tiveram 16 seleções
e a logística ficaria mais difícil, foi organizado então com oito clubes. O critério
utilizado foi: duas equipes do Brasil (uma de São Paulo e outra do Rio), duas
de Portugal (por conta dos laços da colonização) e o restante dos participantes
foram de acordo com a classificação da Copa de 1950. Clubes de: Uruguai, Espanha,
Inglaterra, Itália e Suécia. Seriam estes que completariam, porém, com a recusa
de algumas seleções a saída foi chamar as restantes que foram bem colocadas. Então
de acordo com este critério foram chamadas: Áustria, França e Iugoslávia. E assim
formaram-se as duas chaves do torneio.
O Grupo 1 ficou com: Estrela Vermelha, Nice,
Palmeiras e Juvetus, vale ressaltar que todos eles foram campões de campeonatos
nacionais ou copas nacionais, o detalhe fica por conta da Juventus, o Milan
seria o convidado italiano, mas preferiu jogar outro torneio na Europa e assim,
o time de Turin acabou sendo convidado por ter conquistado na temporada
anterior. O Grupo 2 ficou com: Austrian Viena, Nacional, Sporting e Vasco.
Na primeira fase, o Alviverde, bateu o Nice
por 3x0, no jogo seguinte, 2x1 contra o Estrela Vermelha e na última rodada a
derrota para Juventus por 4x0, porém, por conta de suas duas vitórias se
classificou em segundo do grupo atrás da equipe italiana. No Grupo 1, o Vasco foi
líder com 6 pontos e foi o adversário do Palmeiras na segunda fase. A vitória no
primeiro jogo por 2x1 deu tranquilidade para a segunda partida, diante 77.488
pessoas, a equipe paulista bastou apenas empatar para eliminar o Gigante da
Colina e carimbar a passagem para a grande final. Quis o destino que o
adversário fosse a Juventus, que na primeira fase já havia vencido o Palmeiras.
O esquadrão comandado Liminha, Canhotinho e o craque Jair da Rosa Pinto
venceram o primeiro jogo por 1x0 e o empate na segunda partida por 2x2 foi
suficiente para sagrar-se campeão da Copa Rio.
A grande questão é que, FIFA chancelou o
título. A sua autorização para o inicio do torneio autentica a validade do
título. O reconhecimento e prestigio da época foram se perdendo ao longo dos
anos, com a mudança de regras e o aparente “desleixo” as equipes européias, de
alguma forma, fez com que o torneio perdesse a real credibilidade. Porém, a própria
FIFA, por meio de carta, reconheceu o título do alviverde e autenticidade dele.
É inegável que a demora para o Palmeiras em lutar para o reconhecimento de fato
do título veio tardia, mas a história não pode ser apagada. Os jornais da época
publicaram e classificaram o torneio como o principal entre clubes da América
do Sul e Europa, formato de disputa antecedeu outras formas do próprio torneio
anos depois e que foram aperfeiçoadas.

0 Comentários