| Reprodução: Globo Esporte |
Por: Camila Bairros
FutebolNews
Ele já foi apontado como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time em 2010, por sua liderança no processo de paz em seu país. Também já foi eleito o maior goleador do século XXI pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS). Estamos falando de Didier Drogba, atacante marfinense de 40 anos, que atuava pelo Phoenix Rising, clube norte-americano, e acaba de anunciar sua aposentadoria dos gramados.
No auge, conseguiu levar classificar a Costa do Marfim para a sua primeira Copa do Mundo, em 2006, disputada na Alemanha, quando foi eliminada na fase de grupos. Nas duas copas seguintes, disputadas na África do Sul e no Brasil, Drogba também foi fundamental para a classificação, mas não conseguiu ajudar sua equipe a passar da primeira fase. Após as três competições, Drogba anunciou sua aposentadoria da seleção em 2014, e na Copa seguinte, em 2018, a Costa do Marfim não conseguiu se classificar. Foram 65 gols em 104 jogos defendendo seu país.
Início da carreira
O talento do menino marfinense começou a se revelar cedo. Gostava muito de jogar futebol com os amigos na rua, e quando ainda criança se mudou para a França, seu tio, jogador de futebol profissional, o acolheu. Entre idas e vindas de sua terra natal, acabou se fixando no país europeu, e ingressou em uma academia de futebol do Leallois aos 15 anos.
Aos 19 teve a primeira chance em uma equipe profissional, no Le Mans, onde ficou de 1997 até 2002. Acabou sofrendo com lesões e não conseguiu ser competitivo para brigar por vaga no time titular. Com o nascimento do filho Isaac, resolveu mudar de vida e foi jogar no Guingamp por uma temporada e meia, ajudando sua equipe a fugir do rebaixamento. Já no ano seguinte, marcou 17 gols em 34 jogos e ajudou o time a terminar a temporada em 7º colocado.
As boas atuações fizeram com que o marfinense fosse contratado pelo Olympique de Marseille, também da França, na temporada de 2003-2004, quando marcou 19 gols, inclusive na Liga dos Campeões e na Liga Europa.
Chelsea
| Reprodução: Chelsea Brasil |
Na temporada seguinte Drogba resolveu mudar os ares novamente, desta vez, conhecer um novo país. O destino foi o Chelsea, time inglês que o contratou por 24 milhões de libras para a temporada de 2004-2005. Foram os melhores anos de sua carreira, em oito temporadas vitoriosas com a camisa azul, conquistou já no começo a Premier League e a League Cup. Na temporada seguinte, novas taças foram erguidas. O Chelsea levantou novamente o caneco da Premier League, além da Community Shield sobre o Arsenal, o maior rival. Foram 33 gols marcados na temporada de 2006-2007, inclusive o primeiro do novo estádio Wembley, que passou por reinauguração.
Apesar de algumas lesões, Drogba seguia em alta no Chelsea, até a contratação de Luiz Felipe Scolari, o Felipão, na temporada de 2008-2009. O técnico brasileiro optou por deixar o marfinense no banco, causando a revolta do jogador e a demissão do treinador.
Com a chegada de Ancelloti para comandar o time em 2009-2010, Drogba viveu uma grande temporada, sendo artilheiro da Premier League, melhor passador da competição e conquistando o título. O time também foi campeão da FA Cup.
Enquanto a temporada de 2010-2011 não deixou muitas memórias boas para o time inglês, a de 2011-2012 viria a ser a mais importante de sua história, quando foi campeão da Liga dos Campeões e da FA Cup. Drogba foi crucial em ambas as competições, marcando gol em todas as finais da temporada.
A despedida da camisa azul veio em 2015, quando após sair lesionado em seu último jogo, o marfinense foi carregado pelos companheiros. O Chelsea venceu o Sunderland e foi campeão antecipado da Premier League. Foram oito anos jogando na Inglaterra, 12 títulos, 341 partidas e 157 gols, e deixou o time inglês para assinar contrato com o Shangai Shenhua, da China.
Na atual temporada Drogba atuou pelo Phoenix Rising, onde tinha contrato até o próximo dia 30, mas com a derrota nesta quinta-feira (8) para o Louisville City, se tornando vice-campeão da USL Cup Champions, anunciou sua aposentadoria. O marfinense deve seguir nos Estados Unidos, atuando na administração do Phoenix, onde é um dos donos.
Seu filho, hoje com 17 anos, está seguindo os passos da família, e acertou neste ano para defender o time sub-19 do Guincamp, onde o pai atuou entre 2002 e 2003.
Seu filho, hoje com 17 anos, está seguindo os passos da família, e acertou neste ano para defender o time sub-19 do Guincamp, onde o pai atuou entre 2002 e 2003.
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