Há algum tempo, o principal
objetivo dos jogadores no início de carreira no Brasil é conseguir se desatacar
nas categorias de base e ganhar uma visibilidade mundial, e assim já poder ter
a oportunidade de ir para a Europa logo cedo. Esse é um dos principais motivos
para que a média de idade dos jogadores brasileiros nos campeonatos europeus
tenha diminuído consideravelmente.
Atualmente o futebol europeu se
sobressai de qualquer outro no mundo, o nível de competitividade exigido dos
atletas é extremamente alto, é justamente por essa razão que as maiores
estrelas e craques atuam nesse mercado.
Credito: site jovempan.uol.com.br
Por: Breno Araujo
FutebolNews
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O grande problema é que sem
perceber, os atletas muitas vezes acabam pulando uma etapa muito importante que
é atuar pelo time que o revelou, e isso pode acabar se tornando um grande
problema de adaptação no futuro. Um bom
exemplo é o jogador Gabriel Barbosa (Gabigol), atualmente no Santos, que aceitou
a primeira oportunidade de ir á Europa para jogar na Inter de Milão, mas acabou
não conseguindo demonstrar seu futebol, tendo que retornar ao Brasil.
Os quatro jovens:
Rodrygo - 54 jogos pelo Santos, até o momento, (17anos);
Paulinho - 35 jogos pelo Vasco (18anos);
Vinicius Junior - 69 jogos pelo Flamengo (18 anos);
David Neres - 8 jogos pelo São Paulo (21 anos).
Esses são os casos mais recentes,
e a prova real de que o Brasil perde suas joias muito cedo, com pouca
contribuição dos atletas e geralmente por um custo muito abaixo daquilo que vão
render no futuro.
Prós e Contras
O lado positivo dessa história é para
os atletas, que tem a oportunidade de se desenvolver e ganhar experiência em um
futebol de alta qualidade, acima daquilo que é oferecido em qualquer outro
continente.
Já o lado negativo é para os
clubes e torcedores brasileiros, que ficam a mercê da Europa, sabendo que um
jovem que se destaca pode a qualquer momento deixar o clube, mesmo que muito
cedo. Uma situação que era diferente de antigamente onde a maioria das
revelações ganhavam prestígio no futebol nacional e depois migravam para outros
mercados.
Outro ponto negativo é para a
seleção brasileira, que acaba perdendo muitos jogadores para outras seleções
por não o aproveitarem, como é o caso o atacante Diego Costa que começou
jogando em times pequenos de São Paulo e acabou se naturalizando espanhol; do
centroavante Rodrigo que começou no Flamengo (naturalizado espanhol); do meia
Thiago Alcântara (naturalizado espanhol) e muitos outros nomes dessa extensa
lista.
O lado do jogador
Apesar de tudo é extremamente
importante enxergar o outro lado da história. Para jovens que acabaram de
entrar no mundo do futebol é muito complicado de recusar uma oportunidade de
jogar por um grande clube europeu, podendo atuar contra e ao lado de grandes
estrelas, e ainda com um ótimo salário.
Por se tratar de uma carreira que
pode ser muito curta, devido à várias ocasiões, essa pode ser a única chance da
vida de progredir na profissão de jogador de futebol e dar uma condição de vida
melhor para a família.

1 Comentários
Muito boa a matéria
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