Crédito: Jornal El Colombiano
Por: Breno AraujoFutebolNews
Há exatamente dois anos acontecia
uma das maiores tragédias da história do futebol. O avião que levava o time da
Chapecoense saiu de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), com destino a Medellín
(Colômbia), para final da Sul-Americana , mas acabou caindo próximo ao
aeroporto José Maria Córdova, em Rio Negro, perto de Medellín.
O
motivo do acidente foi uma falha humana, em especial do piloto, que quis
“economizar” combustível. Um profissional que pensou apenas no bem material e
esqueceu as vidas que ali estavam, tamanha ignorância que acabou tirando o
direito de viver de tantos inocentes, pais de família e jovens sonhadores que
tinham um grande futuro.
O dia 29 de novembro de 2016 foi
um dia de muita angústia e comoção no mundo inteiro, o dia que amanheceu
cinzento e triste falava por si só. Todos queriam saber notícias, mas o máximo
que se tinha no momento eram informações desencontradas, que aumentavam ainda
mais o desespero de todos, principalmente dos familiares.
Naquela época, na semifinal
contra o San Lorenzo, quantos não torceram e comemoraram aquela defesa
fantástica com o pé direito salvador do goleiro Danilo, nos minutos finais? E
hoje quantos não veem o lance e mesmo sabendo o final da jogada, ainda torcem
para aquela bola entrar, e assim nada disso teria acontecido.
Sobreviventes:
Foto: Divulgação
- Alan Ruschel (Jogador)
- Jakson Follmann (Jogador)
- Rafael Henzel (Jornalista)
- Erwin Tumiri (Técnico da aeronave)
- Neto (Jogador)
- Ximena Suárez (Comissária de bordo)
O último jogo
A última vez que os guerreiros
entraram em campo foi contra o Palmeiras, em São Paulo, dois dias antes do
acidente. O treinador Caio Júnior resolveu poupar os principais jogadores do
elenco para a final tão aguardada pelo time catarinense.
Ao final do jogo, os
jogadores e torcedores palmeirenses, então campeões, chegaram a desejar boa
sorte para a Chapecoense e que trouxessem para o Brasil esse título de tanta
expressão, atitude que demonstrou a torcida de todos os brasileiros pelo
furacão do oeste na Sul-Americana.
Reflexos
no time atual
A situação que o time se
encontra hoje mostra muito bem o pós-acidente, toda a dificuldade de
reestruturação e com um elenco pouco competitivo. A luta contra o rebaixamento
até a última rodada no campeonato brasileiro é uma situação inédita para o
clube, que nunca foi rebaixado em sua história.
Homenagens
Muitas reverências foram feitas
aos heróis que se foram. Jogos comemorativos como, por exemplo, Barcelona x
Chapecoense no Camp Nou. Brasil e Colômbia, chamado de amistoso da amizade. Homenagens
também prestadas pelos clubes do mundo inteiro, que mandaram mensagens de
carinho e força para o clube e as famílias.
Já na Arena Condá, em Santa
Catarina, o minuto 71 entrou para a história. Todas as vezes que o relógio
marca esse tempo, a torcida aplaude de pé e canta o grito que marcou a
identidade e a alegria do antigo elenco nas vitórias: “Vamo Vamo Chapê”.


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