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| Vanderlei Luxemburgo conquistou a triplice coroa em 2003 à frente do Cruzerio. Crédito da imagem: Superesportes.com.br |
Por: Rodrygo Nascimento
FutebolNews
Entra ano, passa ano e as quedas dos treinadores são mais
frequentes. Os motivos alegados pelos “cartolas” são sempre os mesmos.
Resultado, baixo rendimento, perca de vestiário, todos esses recorrentes de um
imediatismo e a falta de planejamento desde o inicio da temporada. Razões estas
usadas como muleta temporada após temporada.
Luta por rebaixamento, busca por título, resultados negativos em
sequência tudo isso influencia demais na pressão interna aos treinadores. Acaba
passando por cima de qualquer planejamento na pré-temporada, identidade da
equipe ou ideologia do clube. De forma desesperada, na maioria das vezes tentando
dar uma resposta a torcida, utiliza a expressão “sacudir o elenco” para
justificar a demissão. Sempre visando alcançar algo que ainda não conseguiu
durante determinado momento da temporada, o planejamento que começa em Janeiro
com a montagem do elenco, escolha de um treinador e comissão para a equipe é rapidamente
esquecido durante os estaduais quando não obtém o resultado esperado, em 3 ou 4
meses, com o trabalhando ainda sendo aprimorado é rompido por sequências
negativas, eliminação precoce para uma equipe de menor investimento ou perda de
clássico. Lógico que existem casos e casos, porém, na maioria das vezes esses
são os motivos que levam a queda dos comandantes.
Dentro de um contexto histórico as quedas sempre ocorreram, pelos
motivos já citados antes, seja na seleção, clube grande ou pequeno, rico ou
pobre, tirar o treinador torna-se o caminho mais curto e rentável para uma tentativa
de sucesso durante a temporada com fracasso eminente. Um dos melhores
treinadores brasileiro no momento e comandante da seleção, Tite, é o primeiro
na história a permanecer após uma eliminação de Copa do Mundo. Isso exemplifica
a cultura no país em demitir treinador e por muitas vezes não da o tempo hábil
para conseguir trabalhar e com a ruptura de trabalho e idéia de jogo dificulta
mais ainda em montar uma base para o futuro. Trazendo isso para o Campeonato
Brasileiro a situação é ainda mais alarmante, o ciclo de vida para eles é ainda
mais curto. Desde o inicio da era dos pontos corridos, em quase 900 trabalhos a
média do treinador por clube é de 6 meses. As equipes que mais trocaram foram
Bahia e Atlético- PR, 63 comandos, 39 técnicos para o tricolor e 37 para o
furacão. O clube que menos trocou foi o Cruzeiro, 27 comandos com 18 técnicos.
É inegável que a troca de comando as vezes acaba sendo a melhor
saída, entretanto é constatado que quanto mais tempo de trabalhado, melhor é o
resultado. Oferecendo material humano, estabilidade e confiança da diretoria as
chances da conquista é quase garantida. Basta observar a equipe celeste que tem
o menor número de troca de comando e conseguiram títulos consecutivos:
Vanderlei Luxemburgo (tríplice cora em 2003), Marcelo Oliveira (bicampeão do
Campeonato Brasileiro 2013-2014) e Mano Menezes (bicampeão da Copa do Brasil
2017-2018). Existem exemplos de trocas positivas, como as do Flamengo em 2009
com Andrade e resultou no título e Fluminense no mesmo com Cuca e escapando do
rebaixamento. Baseado nisto e os motivos já citados, os dirigentes se apóiam
nisso e acaba ocorrendo essa “dança das cadeiras”, reflexo de um péssimo
planejamento no inicio do ano, tanto para a escolha da comissão quanto para a
escolha do plantel. Com isto, o treinador sem conseguir expor sua idéia de jogo
e metodologia de trabalho, não tem o apoio necessário dos dirigentes, se apega
nos resultados para manter os cargos e consequentemente ocorre jogos com nível
técnico baixíssimo, exclusivamente visando o resultado.

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