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| Árbitro de vídeo teve estreia na Copa do Brasil no país. (Foto: Hoje em Dia) |
FutebolNews
Dificilmente conseguimos concluir uma rodada do Brasileirão sem ter um jogo com arbitragem polêmica. Neste ano, tivemos a possibilidade da entrada do árbitro de vídeo no campeonato brasileiro, mas foi vetado em 5 de fevereiro na sede da CBF, Rio de Janeiro, onde houve uma votação entre os clubes da elite do Brasileirão e foi recusado a assistência tecnológica por 12 a 7, além de uma abstenção (São Paulo). Flamengo, Botafogo, Bahia, Chapecoense, Palmeiras, Grêmio e Internacional votaram a favor. Corinthians, Santos, América-MG, Cruzeiro, Atlético-MG, Atlético-PR, Paraná, Fluminense, Vasco, Sport, Vitória e Ceará votaram contra.
A principal alegação dos clubes que votaram contra, é do alto custo que seria a implementação do novo método, que custaria R$ 1 milhão para cada clube no total, sem nenhuma participação financeira da CBF para ajuda de todo custeamento. A grande questão é que sem nenhum tipo de ajuda que possa auxiliar os árbitros dentro de campo no campeonato, os erros, polêmicas, discussões e até mesmo brigas, continuarão existindo no Brasileirão, já que a Copa do Brasil tem o VAR a partir das quartas de final.
Com uma arrecadação de R$ 590,2 milhões em 2017, a CBF não quis de modo algum custear os R$ 20 milhões precisos para implementar o VAR, na qual gerou discussões entre os dirigentes de futebol e torcedores nas redes sociais, onde soou meio contraditório já que a entidade é a organizadora da competição. Os clubes que acataram o pedido do VAR, entre eles o Bahia, teve uma representação de seu presidente após a reunião na sede no começo do ano. Abre aspas para Guilherme Bellintani, presidente do clube:
“O Bahia foi favorável mesmo que tivesse que pagar por isso, mesmo que houvesse um custo alto. A gente defendeu o modelo, porque o prejuízo mesmo acontece quando há um erro contra o clube ou contra o futebol.”
Após essa fala, a polêmica do assunto foi debatida por comentaristas, analistas e torcedores contra e a favor sobre as atitudes dos clubes. De um lado, quem é a favor, alegam que os clubes precisam deixar o orgulho de lado e realmente custearem a assistência do árbitro de vídeo no Brasileirão, argumentando que isso diminuiria de forma significativa as polêmicas dentro de campo e deixaria um futebol mais justo revendo os lances. Do outro lado, argumentam que a CBF, por ser organizadora principal do campeonato, é quem deveria custear todo o processo de implementação e não deixar para os clubes pagarem pelas despesas da tecnologia.
O VAR no Brasileirão
Se fosse implementado, dificilmente seria diferente da forma que hoje é usado na Copa do Brasil, na qual são usadas no máximo 16 câmeras – metade da quantidade que foram usadas na Copa do Mundo, 32 -, por partida, também haveria uma cabine de revisão dentro do estádio e outra dentro do campo, para o árbitro principal do jogo reavaliar os lances. Dentro da cabine do estádio, quatro profissionais seriam responsáveis de comunicar lances de forma rápida em contato com microfone o árbitro de campo. Nesta cabine, teria: árbitro de vídeo, assistente, operador e supervisor. E um assessor da CBF estará sempre nos jogos onde houver VAR.
Apesar da assistência à arbitragem, o árbitro de vídeo não poderia interferir em todos os lances. Pênaltis, expulsões, irregularidade de gols e erro de identidade na aplicação do cartão ao jogador seriam as únicas revisões que iriam acontecer na ação do VAR. Qualquer situação diferente dentre essas citadas anteriormente, não está previsto na aplicação da tecnologia para análise de reavaliação.
É importante frisar que apesar dos prós e contras, é sempre bem-vinda uma ajuda válida para amenizar os erros existentes que acontecem de forma exagerada no país. Um passo foi dado na Copa do Brasil, falta finalizar na competição mais longa e desgastante nacional para que podemos realizar um futebol mais justo, com menos brigas, discussões e polêmicas, como foi citado no início do texto.
E você, acha que os clubes deveriam custear o VAR no Brasileirão ou deixar essa conta pra CBF?

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