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| São Paulo vem dando bons resultados na temporada. (Foto: Divulgação/SPFC) |
Por: Rodrigo Nascimento
FutebolNews
Um dos maiores vencedores do futebol nos últimos
20 anos, o São Paulo vem acumulando algumas decepções que vem se estendendo
desde 2012, ano em que conquistou seu último título, a Copa Sul-Americana. Eliminações vexatórias,
goleadas em clássicos e até briga por rebaixamento cercaram o Tricolor nos
últimos anos. Fazendo uma breve retrospectiva desde 2012 acumula 18 eliminações
em campeonatos de mata a mata, mas neste ano de 2018 superou a expectativas e
espantou a desconfiança da sua torcida que ainda sofria com a perda do ídolo
Hernanes.
Na temporada passada o
Tricolor não só flertou com o Z4, como também brigou de forma direta para
evitar o descenso. Seguiu a risca o “manual do rebaixamento”. Elenco numeroso,
trocas de treinador, brigas internas e cobranças da torcida. Quando tudo
pareceu não ter saída surgiu a solução, que por sinal veio desacreditado, tendo
a dura missão de tirar o São Paulo da zona de rebaixamento. Hernanes assinou um
empréstimo de 6 meses e foi o tempo que ele precisou para conseguir livrar o
clube paulista do seu primeiro rebaixamento na história. Com gols decisivos,
passes pra gol O Profeta chegou a ter seu nome ventilado para uma possível
convocação. Com seu empréstimo chegando ao fim o São Paulo não conseguiu a
renovação e perdeu seu ídolo novamente.
Com contratações de peso como
Diego Souza, Anderson Martins, Nenê e apostas como Jean e Trellez e a
manutenção, do até então camisa 10 Cueva e o volante Jucilei, o Soberano começava mais uma temporada de 2018 com a confiança da diretoria e
desconfiança da torcida. Tendo um inicio
promissor e com grande expectativa, a
equipe dirigida por Dorival até apresentou um bom futebol e oscilações viraram
rotina junto com resultados ruins e eliminações precoces. A pressão sobre o
treinador aumentou e acabou sendo demitido, mas do momento ruim surgiu a
solução e a contratação do contestado Diego Aguirre hoje é uma das principais
causas da equipe estar na liderança do
Campeonato Brasileiro.
Mesmo com a desconfiança o treinador uruguaio chegou e
logo mostrou seu cartão de visitas, apesar da derrota no jogo de estreia para o
São Caetano na volta jogando em casa o Tricolor venceu por 2 a 0 e se
classificou. Na fase seguinte do Paulistão mais um vitória em casa, agora em
cima do rival Corinthians, porém, na volta perdeu por 1 a 0 o resultado levou
para os pênaltis e acabou perdendo por 5 a 4 e
decretou a primeira eliminação na Era Diego Aguirre. Na Copa do Brasil
um cenário semelhante com a derrota fora de casa e empate em casa por 2 a 2
contra o Atlético Paranaense e culminou com a segunda eliminação. O Campeonato
Brasileiro já iniciava e o retrospecto dentro de seus domínios continuou sendo
um dos poucos invictos atuando em casa e
que virou uma marca do treinador ex jogador do São Paulo. Quando a equipe enfim
conseguiu equilíbrio atuando fora de casa
em quatro oportunidades emplacou três
vitórias e somado a vitória contra o Vasco no último final de semana
sacramentou a liderança que não vinha
desde 2016. Vale ressaltar que está é a melhor pontuação do São Paulo desde
2003, em 17 jogos foram somados 35 pontos, média superior inclusive ao time tri
campeão em 2006, 2007 e 2008.
O efeito do treinador foi
imediato que se tornou um time mortal nos contra ataques, forte na bola alta
defensiva e usando sempre o fator casa para buscar o resultado. Tem em
dois jogadores Nenê e Diego Souza a experiência de sustentar a pressão do
elenco, Everton e Rojas fazendo um trabalho fundamental na recomposição pelos
flancos, Liziero e Jucilei a frente da zaga. Mesmo com as saídas de Cueva e
Petros e a lesão de Rodrigo Caio o São Paulo não deixou o ritmo cair.
Aonde o São Paulo pode
chegar ? Não se sabe. Até aonde vai
aguentar o ritmo? Também não se sabe. Porém, algo correto de afirmar é que
hoje o São Paulo joga o futebol mais eficiente do Brasil saindo de um quase
rebaixamento alcançando o topo do Brasil.

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