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| Clubes por onde Cafu atuou. (imagem: Getty) |
Por: Calebe Gomes
FutebolNews
Não tem frase melhor para começarmos a falar sobre a belíssima carreira do nosso capitão do Penta, Marcos Evangelista de Moraes ou simplesmente Cafu.
FutebolNews
Não tem frase melhor para começarmos a falar sobre a belíssima carreira do nosso capitão do Penta, Marcos Evangelista de Moraes ou simplesmente Cafu.
Soa até meio contraditório citar tristeza na carreira desse homem,
mas muitas das vezes não sabemos o pouco do que esse cara passou
para alcançar o máximo de sua carreira e até mesmo uma glória
individual.
Carreira
São Paulo
Antes de começar sua carreira pelo São Paulo, Cafu foi dispensado
por diversos clubes onde tentou fazer testes mas sem sucesso.
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| Inicio de sua carreira no São Paulo. (imagem: Getty) |
Sua carreira deu um grande salto com a chegada do Mestre Telê Santana, com a chegada do novo treinador Cafu passou a ter mais minutos como titular da equipe, jogando em diversas posições na equipe, como: Lateral, meia e até atacante pela direita. Em pouco tempo, Cafu começou a obter destaque, tendo seu talento moldado por Telê, Cafu passou a ser crucial no esquema da equipe tricolor, além de titular absoluto.
Ganhou seu espaço em território nacional, após seus ótimos jogos e títulos conquistados, foi observado e pode assim garantir passaporte para a seleção que disputaria a copa de 1994 até então.
Copa de 1994.
Cafu já sabia como era ser campeão mundial, aliás, já havia ganho
duas vezes o titulo mundial de clubes pelo São Paulo, mas o que era
um título de clubes perto de uma copa do mundo? Ainda jovem, foi
reserva na campanha do Brasil mas entrou em diversos jogos, entrando
também na final contra a Itália. Cafu não se abateu e não sentiu
a responsabilidade, fez uma boa partida e ajudou a seleção no
empate. Nos pênaltis, deu Brasil e Cafu se sagrou pela primeira vez
campeão mundial por uma seleção mas mal ele sabia que só seria a
primeira de três finais em copa.
Destaque e contrato com um clube Europeu.
Ainda no ano de 1994, Cafu foi eleito o melhor jogador da América do
Sul, consagrando a sua passagem impecável pelo São Paulo, com 11
títulos vencidos, tendo maiores destaques para duas Copa
Libertadores, dois Mundiais de clubes e um campeonato brasileiro.
Além, também, de duas bolas de prata da revista Placar como prêmios
individuais naquele ano. Tamanho sucesso, Cafu com certeza
despertaria interesses de clubes da Europa e não foi diferente, Cafu
acabava de fechar seu contrato com o Real Zaragoza e dando assim
inicio a sua trajetória na Europa.
Real Zaragoza
Ficando apenas uma temporada na Espanha, mas onde foi o suficiente
para se sagrar campeão da antiga Recopa Europeia, de 1995. Sem muito
espaço no time espanhol decidiu aceitar uma proposta do Palmeiras e
voltar ao Brasil para novamente voltar a ser o jogador que se
consagrou no São Paulo.
Juventude
Com questões contratuais na transferencia do São Paulo para o Zaragoza, Cafu não poderia voltar para o futebol paulista sem que fosse paga uma multa, por isso o Palmeiras viu como uma oportunidade a ida de Cafu para o Juventude que também tinha a parmalat como parceira e assim pensaram em usar o Juventude como ponte para a chegada de Cafu no Palmeiras.
Porém, não deu certo, pois o Palmeiras ainda sim teve que pagar a multa, sua pequena passagem pelo Juventude computou em apenas 3 jogos pela equipe gaucha e apenas tendo participação em um gol na sua estréia.
Palmeiras
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| Cafu em ação pelo Palmeiras (imagem: Getty) |
Com um elenco recheado de craques, Cafu e companhia conseguiram trazer o título do Campeonato Paulista de 1996, com uma campanha incrível e com um ataque que tinha apetite em fazer gols, sendo assim, goleando seus adversários. Mas apesar de um elenco incrível, o Palmeiras perdeu a Copa do Brasil de 1996 para Cruzeiro e se tornando a maior zebra do futebol naquela época. Logo após a perda do título, o Palmeiras decidiu por mandar diversos jogadores embora e culminando na venda de Cafu para a Roma.
Seleção Brasileira
Mas antes de Cafu na Roma, uma pequena parada para falar novamente de
seleção Brasileira.
Em 1997, Cafu foi titular na conquista da Copa America de 1997, onde
a seleção Brasileira venceu a Bolívia por 3x1. Cafu se tornou
referencia e o melhor lateral direito do Brasil. No mesmo ano se
sagrou campeão da Copa das Confederações contra a seleção
Australiana, onde venceu por 6x0.
Então viria a primeira copa como titular para Cafu, a copa de 1998
na França.
Cafu teve grandes participações, assumindo então o protagonismo no
primeiro jogo, onde fez a jogada que resultou no segundo gol do
Brasil contra a Escócia, na vitória de 2x1. A seleção manteve um
bom futebol com vitórias convincentes durante a competição e
outras, no entanto, dramáticas. O Brasil chegava sua segunda final
de Copa consecutiva, porém o desfecho dessa não foi uma das
melhores, o Brasil perdeu para a França por 3x0 com um show a parte
de Zidane e companhia.
Volta à Europa, dessa vez, Roma
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| Cafu jogando pela Roma (imagem: Getty) |
Em
1999, Cafu voltou a ser campeão pela Seleção Brasileira levantando
a taça da Copa América
daquele ano, vencendo o Uruguai por 3x0 e
assim mostrando a força, liderança e foco de Cafu. Depois
de uma longa espera Cafu enfim, conseguiu ser campeão pela Roma.
Em 2001, Cafu e seus companheiros conseguiram vencer o tão sonhado Campeonato Italiano com a Roma, até então poucos jogadores haviam conseguido esse feito, o último havia sido Falcão na temporada 82/83. Uma otina campanha fez com quem esse título ficasse com a Roma, foram 22 vitorias, 9 empates e apenas 3 derrotas em 34 jogos. A Roma naquele ano teve o melhor ataque e a terceira melhor defesa do campeonato.
E para coroar aquela incrível temporada, a Roma ainda faturou a Supercopa da Itália, quando bateu a Fiorentina por 3x0. Por lá, Cafu se tornou ídolo.
O
maior desafio de sua carreira estava prestes a chegar. A Copa do
Mundo de 2002
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| Cafu erguendo a taça da copa do mundo de 2002 (imagem: Getty) |
Na
final diante dos alemães,
o Brasil mostrou muita força, autoridade e bom futebol e venceu por
2x0. Cafu se tornou figura conhecida mundialmente após o titulo da
seleção.
Mas quem não lembra do gesto que ficou marcado para sempre? O fatidico, “100% Jardim Irene” em sua camisa e o grito de “Regina, eu te amo.” antes de levantar a taça da Copa do mundo de 2002.
Milan
Depois
de se sagrar campeão mundial novamente, Cafu foi alvo de diversas
sondagens e propostas, entre elas a do Milan, foi o que mais agradou
ao craque, que desembarcou na cidade de Milão em 2003. Cafu
seguiu suas boas atuações e em 2004 venceu seu segundo título
italiano e a sua segunda recopa da Itália. No ano seguinte, viveu o
maior drama de sua carreira, onde viu a vitória sobre o Liverpool
escapar em sua primeira final de Champions League. O jogo seguia
favorável ao Milan que vencia por 3x0, porém, cedeu o empate para
os ingleses e posteriormente a derrota nos pênaltis.
Copa do Mundo de 2006
Na Copa do Mundo de 2006, Cafu tentaria ali conquistar seu ultimo titulo
pela seleção mas nem ele nem todo o elenco do Brasil conseguiram
ser eficientes, sendo eliminados nas quartas de finais para a França.
Cafu deu adeus a seleção naquele ano, foram 142 jogos pelo Brasil,
um recorde até hoje.
Volta ao Milan e últimos momentos como profissional
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| Cafu segurando a taça da UCL (imagem: Getty) |
Em
2008, Cafu viria a encerrar a sua carreira no jogo contra a Udinese
onde marcou um gol, na vitoria por 4x1. Terminava assim a carreira de
um dos maiores laterias que o futebol brasileiro já teve.
Ano Clubes Jogos Gols
1990 – 1994 São Paulo 273 38
1994 – 1995 Real Zaragoza 17 0
1995 – 1997 Palmeiras 99 13
1997 – 2003 Roma 218 8
2003 – 2008 Milan 166 4
Total: 924 64
Seleção Brasileira
Ano Jogos Gols
1990 – 2006 149 5
Titulos
São Paulo
Campeonato Paulista: 1991, 1992
Campeonato Brasileiro: 1991
Copa Libertadores: 1992, 1993
Campeonato mundial : 1992, 1993
Recopa Sul-Americana: 1993, 1994
Supercopa Libertadores: 1993
Real Zaragoza
Recopa Européia: 1995
Palmeiras
Campeonato Paulista: 1996
Roma
Campeonato Italiano: 2001
Supercopa da Itália: 2001
Milan
Supercopa Européia: 2003 e 2007
Campeonato Italiano: 2003-04
Supercopa da Itália: 2004
Liga dos Campeões da UEFA: 2007
Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 2007
Trofeo Luigi Berlusconi: 2005, 2006, 2007 e 2008
Seleção Brasileira
Copa do Mundo: 1994, 2002
Copa das Confederações: 1997
Copa América: 1997, 1999
Copa Umbro: 1995
Prêmios individuais
Bola de Prata (Placar): 1992, 1993
Seleção do Campeonato Brasileiro (Placar): 1992 e 1993
Jogador Sul-Americano do Ano (El País): 1994
Melhor lateral-direito das Américas (El País): 1992, 1993, 1994 e
1995
Seleção das Américas (El País): 1992, 1993, 1994 e 1995
Melhor lateral-direito da Europa (UEFA): 2004 e 2005
Seleção da Europa (UEFA): 2004 e 2005
Melhor lateral-direito do Mundo (FIFA): 2005
Seleção do Mundo (FIFA): 2005
Grã-Cruz da Ordem do Ipiranga (Governo do Estado de São Paulo):
2017






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