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| (Foto: Getty Images) |
FutebolNews
França, Bélgica, Inglaterra e Croácia. Os quatro melhores times da Copa do Mundo de 2018 são europeus, o que significa que teremos um campeão mundial vindo do Velho Continente mais uma vez, fato que acontece há quatro Copas do Mundo. Porque acontece isso? Porque sempre a Europa é evidência no futebol? Porque eles procuraram realizar isso.
Desde a última conquista de um não-europeu em Copas, em 2002, apenas a Argentina figurou entre finalistas de Copa entre os europeus, em 2014. Porém, não apaga o fracasso que as grandes seleções europeias tiveram no inicio no século, como a França caindo na primeira fase e a Itália caindo para a Coréia do Sul, na Copa de 2002.
A Europa se viu em um dilema que se tornou sua principal filosofia: A melhoria tática das principais seleções, impactando primeiramente nas categorias de base, além das revoluções das instalações dos clubes e federação principal. Começando pela Alemanha, protagonista do vexame na Eurocopa de 2000 e vice-campeã do mundial de 2002, que iniciou um plano de reformulação total e imediata de sua visão futebolística.
Qual foi a inspiração para o inicio da revolução? O futebol brasileiro. Foram US$ 1 bilhão investidos para jovens das categorias de base dos principais clubes da Bundesliga e da 2. Bundesliga, além de rigorosas regras de balanço financeiro, criando uma laço de amizade entre os clubes. Talvez isso explique o porque do Bayern de Munique salvar o Borussia Dortmund da falência, em 2003.
Tal investimento começou a ter seu impacto a partir da Copa do Mundo de 2006, sendo país-sede. Jürgen Klismann, treinador daquele Mundial e principal defensor da nova filosofia alemã, carregou as Águias para as semi-finais, perdendo para a campeã Itália. Foi a segunda semi-final consecutiva, que pararia na quarta consecutiva em 2014, ano do tetra-campeonato. Foi o ano que a federação considerava como o alvo da perfeição da filosofia do futebol. Até hoje, a Alemanha investe muito na base, com pensamento a longo prazo. Nem mesmo o fiasco da Copa de 2018 faz os alemães mudaram sua linha de pensamento. A base vem bem forte como sempre veio, com cinco títulos de Eurocopa sub-17 ao sub-21 desde 2008.
A Inglaterra também investiu forte no futebol. Em parceria com a Alemanha, os ingleses investiram R$ 1,1 bilhão de reais desde 2015 para os centros de treinamento das categorias de base, visando melhor performance nas Copas de 2022 e 2026 e criar uma hegemonia nos juniores. O sucesso chegou com os títulos do mundial sub-17 e sub-20, ambas em 2017. No entanto, a fórmula funcionou bem antes, com um Top 4 da Copa do Mundo da Rússia.
As 28 seleções da Inglaterra de futebol treinam em um mesmo lugar, o CT St George's Park, que custou R$ 500 milhões de reais. No CT, 16 campos de futebol e sistemas de inteligência artificial estão a disposição das categorias de base e elenco principal, além do time feminino e sua base. É uma receita que se estende pela Europa e tem seu impacto no futuro ou até no presente.
As grandes arenas tecnológicas foram elaboradas no continente europeu. Ao reformar o principal estádio inglês, o Wembley, a Federação Inglesa implementou a tecnologia e eficiência para melhorar o desempenho dos seus jogadores. Nesse seguimento, os principais clubes já buscam a expansão de seus estádios, como o Tottenham, o Liverpool e o Chelsea. O Arsenal abriu mão do seu templo, o Highbury, para se remontar no lindo e luxuoso Emirates Stadium.
Na França, o principal alvo dos clubes são os bilionários árabes e russos, com as compras do Paris Saint-Germain e do Monaco. As novas estruturas dos estádios, com motivos, para a Eurocopa de 2016, fez a Federação olhar para a base e principalmente para o futebol feminino, com objetivos de tomá-lo para si - a seleção dos Estados Unidos de futebol feminino é a grande força atualmente, ao lado da Alemanha - a hegemonia. O investimento francês é a curto prazo. Com a eliminação precoce da Copa do Mundo de 2014, o elenco se tornou mais jovial, visando a velocidade e a posse de bola.
Outras seleções improváveis e tampouco tradicionais na história já começaram ou vão começar a tomar uma forma nos próximos anos. A maioria dos jogadores da incrível geração belga atuam juntos desde o sub-17, e já criaram uma forma de jogar futebol até chegar no profissional, nos caso da dupla de meio-campistas Kevin De Bruyne e Eden Hazard. Os frutos foram colhidos com um retorno à Copa do Mundo após 12 anos, em 2014. e uma semifinal de Mundial, em 2018. Outra seleção que pode fazer uma grande desempenho nos próximos anos é o País de Gales, que aposta ainda na jovialidade combinado com as experiências, sob tutela técnica de Ryan Giggs.
Enquanto a Europa caminha, a América do Sul parece dormir. Uma mesma filosofia com pouco investimento faz o futuro de seleções clássicas como o Brasil, Argentina e Uruguai se tornaram uma incógnita. Será que o Brasil é mesmo o país do futebol? As constantes crises de corrupção da CBF escancaram que o principal esporte do país foi jogado de lado e a sede por dinheiro foi centrado em evidência. Dos três últimos presidentes da confederação, um está foragido, outro está preso e o terceiro está banido de qualquer atividade futebolística. Isso é bom? Isso é saudável para nosso futebol? Enfim, viramos interesse dos mais poderosos e tampouco interesse do futuro.
Desde o último título mundial do Brasil, em 2002, todas as seguintes edições foram de fracasso contra europeus. Em 2006, uma derrota simples contra a França deu o tom da crise que se estenderia em 2010, contra a Holanda. Em 2014, com o 7x1 sofridos da Alemanha, o Brasil "acabou" por ali. Os mandatários da principal "força" do futebol brasileiro mandam e desmandam sobre seus interesses, sob a justificativa de que tudo iria mudar em 2018, mas não. A Bélgica, que investiu no futebol desde a base, sepultou o futebol brasileiro.
O futebol virou um produto europeu.
A Europa se viu em um dilema que se tornou sua principal filosofia: A melhoria tática das principais seleções, impactando primeiramente nas categorias de base, além das revoluções das instalações dos clubes e federação principal. Começando pela Alemanha, protagonista do vexame na Eurocopa de 2000 e vice-campeã do mundial de 2002, que iniciou um plano de reformulação total e imediata de sua visão futebolística.
Qual foi a inspiração para o inicio da revolução? O futebol brasileiro. Foram US$ 1 bilhão investidos para jovens das categorias de base dos principais clubes da Bundesliga e da 2. Bundesliga, além de rigorosas regras de balanço financeiro, criando uma laço de amizade entre os clubes. Talvez isso explique o porque do Bayern de Munique salvar o Borussia Dortmund da falência, em 2003.
Tal investimento começou a ter seu impacto a partir da Copa do Mundo de 2006, sendo país-sede. Jürgen Klismann, treinador daquele Mundial e principal defensor da nova filosofia alemã, carregou as Águias para as semi-finais, perdendo para a campeã Itália. Foi a segunda semi-final consecutiva, que pararia na quarta consecutiva em 2014, ano do tetra-campeonato. Foi o ano que a federação considerava como o alvo da perfeição da filosofia do futebol. Até hoje, a Alemanha investe muito na base, com pensamento a longo prazo. Nem mesmo o fiasco da Copa de 2018 faz os alemães mudaram sua linha de pensamento. A base vem bem forte como sempre veio, com cinco títulos de Eurocopa sub-17 ao sub-21 desde 2008.
A Inglaterra também investiu forte no futebol. Em parceria com a Alemanha, os ingleses investiram R$ 1,1 bilhão de reais desde 2015 para os centros de treinamento das categorias de base, visando melhor performance nas Copas de 2022 e 2026 e criar uma hegemonia nos juniores. O sucesso chegou com os títulos do mundial sub-17 e sub-20, ambas em 2017. No entanto, a fórmula funcionou bem antes, com um Top 4 da Copa do Mundo da Rússia.
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| Com receita de sucesso alemã, a Inglaterra ganhou o Mundial sub-20. (Foto: EFE) |
As grandes arenas tecnológicas foram elaboradas no continente europeu. Ao reformar o principal estádio inglês, o Wembley, a Federação Inglesa implementou a tecnologia e eficiência para melhorar o desempenho dos seus jogadores. Nesse seguimento, os principais clubes já buscam a expansão de seus estádios, como o Tottenham, o Liverpool e o Chelsea. O Arsenal abriu mão do seu templo, o Highbury, para se remontar no lindo e luxuoso Emirates Stadium.
Na França, o principal alvo dos clubes são os bilionários árabes e russos, com as compras do Paris Saint-Germain e do Monaco. As novas estruturas dos estádios, com motivos, para a Eurocopa de 2016, fez a Federação olhar para a base e principalmente para o futebol feminino, com objetivos de tomá-lo para si - a seleção dos Estados Unidos de futebol feminino é a grande força atualmente, ao lado da Alemanha - a hegemonia. O investimento francês é a curto prazo. Com a eliminação precoce da Copa do Mundo de 2014, o elenco se tornou mais jovial, visando a velocidade e a posse de bola.
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| Ben Woodburn e Gareth Bale: jovialidade e experiência podem marcar no País de Gales (Foto: Reprodução) |
Enquanto a Europa caminha, a América do Sul parece dormir. Uma mesma filosofia com pouco investimento faz o futuro de seleções clássicas como o Brasil, Argentina e Uruguai se tornaram uma incógnita. Será que o Brasil é mesmo o país do futebol? As constantes crises de corrupção da CBF escancaram que o principal esporte do país foi jogado de lado e a sede por dinheiro foi centrado em evidência. Dos três últimos presidentes da confederação, um está foragido, outro está preso e o terceiro está banido de qualquer atividade futebolística. Isso é bom? Isso é saudável para nosso futebol? Enfim, viramos interesse dos mais poderosos e tampouco interesse do futuro.
Desde o último título mundial do Brasil, em 2002, todas as seguintes edições foram de fracasso contra europeus. Em 2006, uma derrota simples contra a França deu o tom da crise que se estenderia em 2010, contra a Holanda. Em 2014, com o 7x1 sofridos da Alemanha, o Brasil "acabou" por ali. Os mandatários da principal "força" do futebol brasileiro mandam e desmandam sobre seus interesses, sob a justificativa de que tudo iria mudar em 2018, mas não. A Bélgica, que investiu no futebol desde a base, sepultou o futebol brasileiro.
O futebol virou um produto europeu.



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