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| Pyramids foi um dos clubes que mais tirou atletas brasileiros do país (Foto: Twitter/Divulgação) |
Por: Rodrigo Nascimento
FutebolNews
Depois de alguns anos a liga árabe voltou a importar jogadores do Brasil em massa. Hoje é uma das grandes responsáveis pelo desmanche nas equipes seja contratando técnicos ou jogadores. O principal motivo do movimento das transferências é a questão financeira. Buscando sua independência, os caminhões de dinheiro oferecidos pelos clubes árabes são praticamente irrecusáveis.
Em contrapartida, a escolha do jogador em migrar para esta liga acaba com qualquer chance de convocação e uma possível transferência para Europa, sem contar a questão da cultura e religião que quase sempre é um empecilho para a adaptação, a estrutura do clube e o nível das ligas também são levados em conta.
Mesmo com esses contratempos os jogadores e técnicos brasileiros tendem a migrar pra a Liga árabe com a expectativa de uma independência financeira que no Brasil é quase inviável. Tendo em vista o sucesso de nomes como Felipe (ex-Vasco), Emerson Sheik (atualmente no Corinthians), Valdivia (ex-Palmeiras) entre outros, os empresários vê com bons olhos a transferência e geralmente são os grandes influenciadores para que o jogador ou treinador viaje para esta aventura. Já os clubes tentam usar os argumentos como cultura, religião e nível do futebol para segurar seus jogadores e treinadores e evitar um possível desmanche, nem sempre conseguindo êxito. Por mais que seja uma escolha contestável, é bastante compreensivo a escolha do jogador em migrar para estas ligas, os salários são pagos na data correta e absurdamente astronômico e inviável para o padrão nacional.
A solução para diminuição desse desmanche em nosso campeonato é um investimento na infra-estrutura dos clubes, pagamentos de salários e bônus em dia, organização do campeonato a partir do calendário e campo com melhores condições de jogo, fazendo isso atrai novos jogadores, aumenta o patrocínio e automaticamente segura os que já atuam por aqui.

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