O que houve com Lewandowski na Copa?


Destrinchando as razões do porquê o artilheiro polonês não foi nem sombra do jogador que é durante a Copa do Mundo

Frustração (Foto: Scroll.in)


Por: Natanael Oliveira
FutebolNews

"Eu estava sozinho, lutamos, lutei, fiz tudo que pude, mas lutar não é suficiente para vencer partidas de Copa do Mundo. Você também tem que ter qualidade, e nós tínhamos muito pouco isso" – Robert Lewandowski.

Foi com essas palavras sinceras que o centroavante polonês se pronunciou sobre a campanha pífia da seleção na qual ele é capitão nessa Copa do Mundo disputada na Rússia, em sua primeira participação em Copas.

A seleção polonesa em geral, apesar de contar com bons valores em seu elenco, como a dupla do Napoli, Milik e Zieliński, além do sucessor do lendário Gianluigi Buffon na meta da Juventus, Szczęsny, não conseguiu demonstrar nem de longe o melhor futebol em terras russas, perdendo em sua estreia na competição para a seleção senegalesa por 2 x 1, mostrando logo nessa primeira partida uma apatia impressionante, com um sistema defensivo caótico e criatividade praticamente nula no meio-campo.

Na segunda partida da Polônia, ficou ainda mais claro o quanto a seleção estava atrás em níveis táticos do restante do grupo, perdendo por inapeláveis 3 x 0 para uma Colômbia que também estava pressionada por ter perdido a primeira partida e se perdesse o segundo, daria adeus a competição de maneira precoce. O mais surpreendente de toda essa exibição anêmica dos poloneses é que eles eram considerados antes do inicio da Copa do Mundo como a segunda força do grupo, e que brigariam até a ultima rodada pela classificação, fora que o fato da Polônia ter sido sorteada como cabeça de chave contribuiu mais ainda para as críticas ao sistema de ranqueamento de seleções usada pela FIFA.

A Polônia de Lewandowski desembarcou na Rússia com uma certa expectativa, já que nadou de braçadas no seu grupo das eliminatórias europeias, contando com uma campanha de oito vitórias, um empate, e apenas uma derrota. O seu grupo continha seleções como Dinamarca e Romênia. Outro justificativa para esperar ainda mais da seleção polonesa na copa foi a sua campanha dois anos antes, durante a Eurocopa disputada na França, quando chegou até uma surpreendente quartas-de-finais, sendo eliminada para o futuro campeão, Portugal, nos pênaltis.

O craque do Bayern de Munique, extremamente criticado pela torcida bávara no final da temporada por ter jogado muito mal durante as partidas decisivas da Champions League, teve uma temporada boa nos números, já que marcou impressionantes 41 gols em 49 jogos na última temporada, sendo incríveis 29 pela Bundesliga.

O artilheiro das eliminatórias europeias com 16 gols, e jogador com maior número de gols da história da seleção polonesa, com 55 bolas no fundo da rede, teve sempre em sua carreira, principalmente nos gigantes Borussia Dortmund e Bayern de Munique, jogadores capazes de apoia-lo, como Reus, Gotze, Thiago Alcântara e Thomas Müller. Apesar de ser o maior artilheiro da história de sua seleção, Robert sempre teve dificuldades por conta da qualidade - ou falta dela - dos seus companheiros de Polônia, já que para um centroavante matador não ter uma bola limpa e de qualidade nos pés, ele dificilmente dará tudo que pode pela camisa que está fardando.  

A raiva e reclamações públicas de Lewandowski são plausíveis por conta das exibições fracas e sem criatividade de sua seleção, até porque se a bola não chegar em seus pés, o jogo polonês não irá funcionar.

Para tentar se redimir do fracasso de sua seleção, a Polônia enfrenta o Japão, às 11:00 horas no horário de Brasília da próxima quinta-feira, na Arena de Volgogrado.

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