A Final de 1998 foi marcada pelo passeio da seleção francesa sobre o Brasil de Ronaldo
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| A França campeã da Copa do Mundo de 1998, sediada no próprio país (foto: Reprodução de Internet) |
FutebolNews
Ao ser mencionada, a final da Copa do Mundo de 1998 sempre despertará na mente dos brasileiros o fatídico episódio da convulsão de Ronaldo Fenômeno poucas horas antes do jogo, o que teria abalado o psicológico da seleção brasileira, e culminado naquela atuação desastrosa que terminou com um revés de 3 a 0 para França de Zidane. Existem inúmeras teorias da conspiração, sendo a mais famosa a de que a Nike teria oferecido dinheiro e a certeza do pentacampeonato brasileiro na Copa seguinte (2002) para que o jogo fosse entregue à França. Mas, de concreto, as únicas certezas que existem são: a seleção francesa jogou muita bola, e o Brasil não se encontrou em campo naquele 12 de julho de 1998.
A convulsão
Muitas histórias foram contadas sobre a convulsão de Ronaldo no dia da decisão da Copa de 98. Alguns afirmam que o atacante a sofreu após receber uma infiltração de Xilocaína, substância analgésica, no joelho. Teria sido a oitava infiltração desde o início da Copa, e o excesso da substância no organismo teria causado a convulsão. Outros dizem que o episódio teria ocorrido por conta de uma crise nervosa, que relacionava os boatos de que Susana Werner, sua namorada à época, estaria traindo o craque com Pedro Bial. Além disso, uma crise entre os seus pais, que, mesmo separados, ainda brigavam constantemente.
O fato é que esses boatos nunca foram confirmados. O médico da seleção à época, Lídio Toledo, negou ter feito as infiltrações, e, mesmo Susana e Ronaldo tendo terminado o relacionamento após a Copa, o craque nunca fez menção a isso. O que realmente se sabe é que Ronaldo teve a convulsão por volta das 14h30 no dia do jogo. O relato de Zico, membro da comissão técnica daquela seleção, é que o atacante entrou em estado de choque após a convulsão, e depois voltou a dormir. Quando acordou, Ronaldo não se lembrava de nada, mas sentia os músculos contraídos. Foi então com o médico Joaquim da Mata ao hospital, enquanto a delegação se dirigia ao Stade de France. Edmundo jogaria no lugar de Ronaldo.
O Jogo
A seleção brasileira já estava pronta, a preleção da final já estava feita, e os jogadores aguardavam a bola rolar. 72 minutos antes da partida, a escalação indicava Edmundo no lugar de Ronaldo. Porém, após fazer os exames na clínica, ficou detectado que o Fenômeno não tinha sofrido nada de mais grave. Ronaldo então apareceu no estádio faltando cerca de 45 minutos para o início da partida, e declarou que queria jogar. Com o consenso da equipe médica e do treinador, Zagallo, o craque foi para o jogo, e Edmundo voltou para o banco.
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| Zidane foi o grande destaque daquela final, marcando dois gols de cabeça (foto: Reprodução de Internet) |
Ronaldo definitivamente não era o mesmo. Pouco acionado, e sem conseguir ser efetivo nas jogadas que tentava, o craque foi o símbolo da seleção brasileira naquela final. No final do primeiro tempo, novo escanteio para a França, e novamente Zidane subia sozinho para marcar o segundo de cabeça. Desailly ainda foi expulso no segundo tempo, e o Brasil tentou uma pressão desordenada, mas foi a França que marcou, aos 47 do segundo tempo, com Petit, e decretou um dos maiores massacres em finais de Copa do Mundo. 3 a 0 para a França, campeã mundial pela primeira vez, e os brasileiros sem entender o que havia acontecido.
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| Ronaldo após a derrota brasileira. O camisa 9 foi um dos símbolos daquela decisão (foto: Reprodução de internet) |
A França tinha Zidane, Petit, DeChamps, Thuram, Barthez e o próprio Desailly, que fizeram muito sucesso em suas carreiras. Enquanto o Brasil contava com Rivaldo, Ronaldo, Dunga, Roberto Carlos, Cafu, Bebeto, e entre tantos outros craques que podiam resolver e trazer o pentacampeonato. Mas o Brasil tomar 3 a 0 da França é "inaceitável", e "tem que haver uma explicação obscura para o que aconteceu", é o que pensa a maioria, e por isso o surgimento de tantos boatos. De fato puro e concreto, apenas a superioridade técnica, tática, física e emocional da França sobre o Brasil naquela final histórica do dia 12 de julho de 1998.



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