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| (Foto: Getty Images) |
Por: Caio César
FutebolNews
Nos acostumamos vendo Lionel Messi marcando gols, dando lindas assistências, armando jogadas, distribuindo jogo, mostrando o que é ou não possível. Quebrando vários recordes. Fatalmente está entre os maiores da história do futebol. Mas vamos voltar um pouco no tempo, lá no início de sua carreira. Messi era visto como um simples e habilidoso ponta, tendo como função ir a linha de fundo, abrir espaço para Dani Alves e servir como opção de finalização. Até que aconteceu uma história descrita no livro do Guardiola: uma ligação sua para Lionel as vésperas de um clássico contra o Real Madrid, na qual ele dizia:
"Leo, contra o Madrid você jogará de ponta normalmente. Mas quando eu indicar, vá às costas dos volantes e faça a função que eu lhe ensinei no jogo em Gijon, no ano passado."
O resultado foi excelente, vitória por 6 a 2 e ali surgia a função de falso 9. Essa era a diferença entre o Messi do Barcelona para o Messi da Argentina, pois na seleção era usado como camisa 10, armador clássico. E quando na seleção tentavam fazer a mesma formação do Barcelona, faltava o treinamento, o entrosamento, a engrenagem que o Barcelona tinha. Messi buscava demais a bola, ficava muito sobrecarregado, muito marcado. O que o impedia de conduzir muito a bola e assim encontrar um companheiro livre para executar um passe. E quando a função de falso 9 começou a não ser tão surpreendente, Messi soube que deveria usar seu talento perto do gol, conduzindo até a finalização. Voltou a jogar de ponta, já na era Luis Henrique.
A forte marcação que nesta época o Barcelona sofria, fazia com que Messi jogasse mais perto do gol, sem ter que voltar tanto para buscar jogo e cair sempre na marcação. Foi quando redefiniu o próprio estilo de jogo: intensa troca de passes e consequentes assistências, que teve como ápice o trio MSN (quantas vezes um não deu assistência para o outro durante o tempo juntos). Ali, Messi mostrou que poderia ser tudo: o 8, o 10, 11 ou 9. Se os espaços estão pequenos e o aniversário está concentrado sempre na grande área, não faz mais sentido conduzir tanto como em 2012. Cada espaço do campo pede uma função: assistência, finalização, passe.
Essa primeira imagem, vemos Messi e Dybala quase colados em campo, contra a Venezuela, quando a linha retrata um enorme buraco deixado pelo meio-campo argentino:
Caso semelhante aconteceu em Uruguai x Argentina, também pelas eliminatórias para a Copa da Rússia:
O grande detalhe destes dois jogos é que ambos terminaram empatados: 1 a 1 contra a Venezuela e 0 a 0 contra o Uruguai. A escalação de titular do Dybala, obriga Messi a recuar um pouco mais, afastando-o mais do gol adversário. Em alguns jogos, é possível notar que eles estão próximos um do outro, como se estivessem se marcando. Os argentinos querem a presença do jovem da Juve na Copa, mas juntos, definitivamente, não dá para eles jogarem.




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