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| El-Hadary atua na seleção do Egito desde 1996 (Foto: Reuters) |
FutebolNews
No dia 15 de junho, às 9h (horário de Brasília), em Ecaterimburgo, se Essam El Hadary estiver em campo no apito inicial do jogo Egito e Uruguai, se tornará o jogador mais velho a jogar a Copa do Mundo na história, com 45 anos. Desconhecido por nós brasileiros, El-Hadary é bastante glorificado no continente africano, sendo comparado com grandes nomes do futebol mundial, como Buffon e Casillas.
A história do capitão da seleção do Egito começa em 1993, três anos depois da última participação do Egito em Copas do Mundo, na Itália. El-Hadary iniciou sua trajetória no Gazl Domyat, do seu país natal, onde ficou por três temporadas. No clube de Damieta, as boas atuações no Campeonato Egípcio de 1995-96 lhe renderam uma primeira convocação para a seleção, de onde nunca mais saiu. Em 1996, com 23 anos, saiu para alcançar voos maiores se transferindo para o Al-Ahly, onde virou um dos grandes ídolos do clube egípcio.
Nos Red Devils do Cairo, entrou para a história ao conseguir inúmeros títulos de expressão para a equipe, com oito Campeonatos Egípcios, quatro Copas do Egito, quatro Supercopas do Egito e quatro Liga dos Campeões da África em doze temporadas do clube, perpetuando como lenda ao lado de Mohamed Aboutrika. Em 2008, surpreendeu à todos ao assinar com o Sion, da Suiça, aos 35 anos, sem o consentimento do clube egípicio, que o multou e suspendeu dos treinos após descobrir que o goleiro assinou por quatro anos com a nova equipe com o contrato ainda em vigor. Era o triste fim do ídolo no seu grande clube do coração. Saiu com o apelido de Pinóquio do Egito.
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| Didier Drogba considera El Hadary como o melhor oponente que o enfrentou durante toda a carreira (Foto: Getty Images) |
No Sion, não repetiu a mesma grande atuação que o levou a ser ícone do Egito, mas não poderia sair do país do chocolate sem um título. Em 2009, com a fama de nunca perder uma final de Copa da Suíça, o Sion conquistou mais uma, a décima-terceira, voltando a ter um título de expressão após três anos. Logo após a conquista, voltou para o seu país, mas para o Ismaily. Porém, só atuou em vinte partidas, sendo bem apático depois de seu episódio com o Al-Ahly.
Sendo bem longe das épocas de ouro, El-Haddary decidiu sair dos Brazilians, assinando com o Zamalek, em 2010. Pela nova equipe, um baque quase decretou o fim de sua carreira, sendo após quatro jogos, banido de qualquer atividade do futebol por quatro meses pela polêmica do contrato com o Sion.
Depois da punição, Haddary passou por Al-Merreikh, Al Itihad Alexandria, Wadi Degla, chegou a voltar para o Ismaily até desembarcar no Al Taawoun, da Arábia Saudita, onde é ídolo aos 45 anos de idade. Recentemente, se tornou até um dos cobradores de pênalti do clube saudita treinado pelo português Pedro Emanuel.
Sua trajetória histórica por alguns clubes e meteórica por outros o fez ser uma lenda na seleção egípcia. Entrando em campo contra o Uruguai, na primeira rodada do Grupo A na Copa do Mundo, o goleirão se tornará o jogador mais velho a jogar o Mundial. Pelo Egito, Hadary é tetracampeão africano, chegando a enfrentar o Brasil em uma Copa das Confederações, em 2009. Naquele 4 a 3 no Free State Stadium, em Bloemfontein, África do Sul, Essam fechou o gol para os brasileiros, mas não teve como evitar a derrota.
Essam El-Hadary é um ícone para os egípcios, além de Mohamed Salah. A Copa desse ano, a primeira dele, será bem especial para a sua carreira.
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